Brasil tem fuga de US$ 7 bi e ONU prevê crise profunda para emergentes

A ONU alertou que, apenas entre fevereiro e março, US$ 59 bilhões deixaram os mercados emergentes em meio à pandemia do coronavírus. No Brasil, os investidores não-residentes no País retiraram da economia mais de US$ 7 bilhões entre 21 de fevereiro e 20 de março

(Foto: PR | Reuters)
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247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a pandemia do coronavírus trará um "impacto econômico sem precedentes" para os países emergentes e que esse bloco precisará de US$ 2,5 trilhões. Ao citar a fuga de capital, o órgão alertou que, apenas entre fevereiro e março, US$ 59 bilhões deixaram os mercados emergentes. No Brasil, os investidores não-residentes no País retiraram da economia mais de US$ 7 bilhões entre 21 de fevereiro e 20 de março. Ou seja, o Brasil foi responsável por mais de 10% de toda a fuga de capitais nos emergentes. 

As estatísticas, publicadas no blog de Jamil Chade, constam em um informe publicado nesta segunda-feira  (30)pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad). 

Segundo a ONU, a cifra de quase US$ 60 bilhões, referente à fuga de capital, "é mais do dobro das saídas experimentadas pelos mesmos países na sequência imediata da crise financeira global de 2008". A "velocidade com a qual as ondas de choque econômico da pandemia atingiram os países em desenvolvimento é dramática", diz o texto.

Um dos efeitos da pandemia do coronavírus foi a desvalorização das moedas dos emergentes, de até 25%, desde o começo deste ano. O Brasil teve uma queda de 20% em sua moeda desde o início da crise. Só o México e Rússia tiveram desvalorizações mais profundas.

O diretor de globalização e estratégias de desenvolvimento da UNCTAD, Richard Kozul-Wright, afirmou que o Brasil deve se preparar para um "coquetel extremamente perigoso", formado por uma crise na saúde e uma crise na economia. "Isso deve causar um estresse enorme em uma economia que já vinha fraca", apontou. 

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