Bresser-Pereira: o novo desenvolvimentismo é a saída para a crise

O economista e cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira defende que o Brasil precisa retomar seu crescimento através do modelo econômico do novo desenvolvimentismo, equilibrando as cinco principais taxas macroeconômicas; "O Brasil parou de crescer no início anos 90, enquanto os países asiáticos aceleraram seu crescimento", aponta; assista sua participação no programa Brasil Primeiro, apresentado pelo ex-ministro Aloizio Mercadante

Bresser-Pereira: o novo desenvolvimentismo é a saída para a crise
Bresser-Pereira: o novo desenvolvimentismo é a saída para a crise (Foto: Brasil247)

TV 247 - O economista e cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira concedeu entrevista ao programa Brasil Primeiro, apresentado pelo ex-ministro Aloizio Mercadante na TV 247, e defendeu que o Brasil precisa retomar seu crescimento através do modelo econômico do novo desenvolvimentismo, equilibrando as cinco principais taxas macroeconômicas. "O Brasil parou de crescer no início anos 90, enquanto os países asiáticos aceleraram seu crescimento", aponta. 

Abordando a situação de crise que o Brasil enfrenta, o economista alerta que, nos últimos 30 anos, a taxa de juros ficou muito alta e a taxa de câmbio apreciada a longo prazo, fazendo que a indústria brasileira perdesse competitividade. 

Ele afirma que o Brasil teve um grande crescimento econômico até o início dos anos 90, dizendo que o País era um grande exportador de manufaturados. "Por que os países asiáticos continuaram a crescer enquanto os países da América Latina estagnaram suas economias? , indaga o ex-ministro dos governos Sarney e FHC. 

Para fazer o país voltar a crescer, Bresser aponta como saída a implementação do novo desenvolvimentismo. "É necessário ter os cinco preços macroeconômicos certos. "as taxas de juros, câmbio, salários, inflação e lucro", defende. 

"Uma ideia nova é fazer com que a taxa de câmbio torne competitiva as empresas que utilizam da mais tecnologia do mundo, além da taxa de salários crescer com a produtividade, de forma a garantir uma taxa de lucro satisfatória para os empresários", expõe Bresser, ao explicar os pilares fundamentais o novo desenvolvimentismo. 

O economista acrescenta que a taxa de inflação deve ser muito baixa. "Para isso é necessário ter responsabilidade fiscal e cambial", elucida. 

Ele afirma que a grande novidade do novo desenvolvimentismo é muito mais relacionada a taxa de câmbio e a conta corrente do País, do que em relação ao déficit público e a conta fiscal. 

Bresser expõe que o modelo econômico atual é o financeiro rentista, onde os rentistas são herdeiros do capital  e não trabalham, e os financistas são administradores da riqueza, em sua grande maioria economistas formados em grandes universidades internacionais. 

"Os financistas são os intelectuais orgânicos do neoliberalismo, essa gente é poderosa", alerta. 

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