Carestia pode se generalizar e leva Ministério da Economia a consultar outros setores sobre aumentos de preços

O ministério da Economia está consultando outros setores industriais sobre a evolução dos preços num ambiente em que são fortes os sinais de uma carestia no país

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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247 - Depois da disparada do preço do arroz e de aumentos verificados em diferentes áreas, o  Ministério da Economia enviou pedido de informações a diferentes setores produtivos para identificar outros aumentos de preços. 

O governo quer se informar se há pontos de estresse em cadeias produtivas, como siderúrgica, têxtil, química, de máquinas e automotiva, e se há possibilidade de aumentos dos preços.

Segundo o Painel da Folha de S.Paulo, alguns produtos despontam como potenciais alvos de queixas, como aço e cimento, usados na indústria e na construção. 

Representantes da indústria afirmam que a longa parada em razão da quarentena levou à escassez de alguns insumos. E com o rápido retorno do consumo, a partir de junho e julho, estão ocorrendo aumentos de preços. 

Fabricantes de máquinas e construtores acusam reajustes de 30% a 40% dos produtos siderúrgicos neste ano e de 10% no cimento. Empreiteiros já dizem que se nada for feito, as obras do governo vão ficar mais caras.

A construção civil é considerada, por auxiliares de Paulo Guedes, o carro-chefe da retomada da economia, pós pandemia.

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