Carga de energia do Brasil fica 5% abaixo do previsto devido a pandemia do novo coronavírus

Carga de energia registrada no sistema elétrico do Brasil na segunda-feira (23) somou 62,5 gigawatts médios, cerca de 5% abaixo das estimativas iniciais do ONS para o dia. Queda é atribuída aos impactos sobre a demanda em função das medidas de combate ao novo coronavírus

Falha em disjuntor no Pará provocou apagão, diz OMS
Falha em disjuntor no Pará provocou apagão, diz OMS

Luciano Costa, repórter da Agência Brasil - A carga de energia registrada no sistema elétrico do Brasil na segunda-feira (23) somou 62,5 gigawatts médios, cerca de 5% abaixo das estimativas iniciais do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o dia. De acordo com o órgão, a queda deve-se aos impactos sobre a demanda, causados pelas medidas adotadas no combate ao novo coronavírus. Gigawatt é a unidade de energia equivalente a um bilhão de watts.

Os dados - que constam de boletim publicado nesta terça-feira (24) pelo ONS - mostram, também uma redução de 13,85% na comparação com a segunda-feira anterior (16), quando a carga no Brasil somou 72,5 gigawatts médios.

A carga, que representa a soma do consumo com as perdas na rede, ficou abaixo do previsto em todas as regiões do país, disse o ONS no boletim.

O ONS informou que começou a verificar redução de demanda no sistema a partir da quinta-feira passada (19), quando houve queda de 2,3% na comparação com mesmo dia da semana anterior, em meio a recomendações do governo para que as pessoas fiquem em suas casas e à adoção de trabalho remoto por empresas.

Há expectativas de que a retração da carga se acentue nesta semana, quando entram em vigor medidas mais restritivas, como uma quarentena decretada pelo governo do estado de São Paulo que determinou o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços considerados não essenciais.

Brasil 247 lança concurso de contos sobre a quarentena do coronavírus. Participe do concurso

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247