Cepal apresenta cenário catastrófico e de década perdida para a América Latina

O número de desempregados deve subir para 44 milhões, um aumento de mais de 18 milhões quando comparado com 2019, e se projeta que a economia da região encolherá 9,1%, segundo o relatório

Ministério da Economia
Ministério da Economia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A crise do coronavírus pode fazer a América Latina e o Caribe regredirem uma década, conforme os países sofrem com economias vacilantes e uma pobreza crescente, disseram a comissão econômica da ONU para a região e a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira.

A estimativa é que a pobreza aumentará 7 pontos percentuais na região na comparação com o ano passado, agregando mais 45 milhões de pessoas, de acordo com um relatório da OMS e da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal).

O número de desempregados deve subir para 44 milhões, um aumento de mais de 18 milhões quando comparado com 2019, e se projeta que a economia da região encolherá 9,1%, segundo o relatório.

“As Américas correm o risco de perder anos de ganhos de saúde em uma questão de meses. Isto é trágico”, disse Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em uma coletiva de imprensa.

Uma apresentação com destaques do relatório alertou que a pandemia de coronavírus pode provocar uma “década perdida” se a renda per capita cair para níveis que não eram vistos desde 2010, como previsto.

Como parte do choque econômico, 2,7 milhões de negócios formais da região devem fechar, segundo o relatório.

Etienne disse que os governos precisam buscar soluções para a saúde pública e a economia simultaneamente.

“Os países precisam evitar pensar que precisam escolher entre reativar as economias e proteger a saúde de seu povo. Esta é um escolha falsa”, disse. “A atividade econômica não pode ser retomada a menos que tenhamos o vírus sob controle.”

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