CNC reduz expectativas para o PIB em 2015

Anúncio de que a economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com o trimestre anterior elevou o nível de alerta da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); comércio registrou sua quarta queda seguida e foi o segundo pior setor de atividade econômica, com redução de 2,4%; agora, para este ano, a CNC revisou sua projeção para -3,5% e, para o ano que vem, para um recuo de 2,0%

Anúncio de que a economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com o trimestre anterior elevou o nível de alerta da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); comércio registrou sua quarta queda seguida e foi o segundo pior setor de atividade econômica, com redução de 2,4%; agora, para este ano, a CNC revisou sua projeção para -3,5% e, para o ano que vem, para um recuo de 2,0%
Anúncio de que a economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com o trimestre anterior elevou o nível de alerta da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); comércio registrou sua quarta queda seguida e foi o segundo pior setor de atividade econômica, com redução de 2,4%; agora, para este ano, a CNC revisou sua projeção para -3,5% e, para o ano que vem, para um recuo de 2,0% (Foto: Paulo Emílio)

CNC - A economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre de 2015 na comparação com os três meses imediatamente anteriores. É o que mostram os dados das contas nacionais, divulgados hoje, 1º de dezembro, pelo IBGE.

O comércio registrou sua quarta queda seguida e foi o segundo pior setor de atividade econômica, com redução de 2,4%, ficando atrás da indústria de transformação (-3,1%). Pela ótica da produção, o setor agropecuário surpreendeu negativamente, oscilando -2,4%. A queda do setor primário foi acompanhada pela indústria (-1,3%) e pelos serviços (-1,0%). Apesar da retração menos intensa do que na leitura anterior (-2,1%), a economia brasileira registrou sua terceira queda consecutiva nessa base comparativa.

Pelo lado da demanda, o destaque ficou com a retração dos investimentos (-4,0%) que acumularam nove trimestres seguidos de quedas. Sobressaiu ainda o consumo final das famílias (-1,5%), agregado que reponde por 63% do Produto Interno Bruto. O setor externo, por sua vez, contribuiu positivamente para o PIB, em decorrência, principalmente, da forte queda nas importações (-6,9%).

O recuo de 4,5% superou a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em relação ao comparativo entre os terceiros trimestres deste ano e do ano passado (-4,4%), e levou a entidade a revisar para baixo as projeções do PIB, tanto para 2015 quanto para 2016. Para este ano, a Confederação revisou sua projeção de -3,1% para -3,5%, a maior desde 1990 (-4,4%) e, para o ano que vem, a entidade espera recuo de 2,0% no PIB ante uma previsão anterior de 1,8%. O desempenho do consumo final das famílias também teve sua expectativa revisada de -2,8% para -3,4%. Já para 2016, a entidade manteve a previsão anterior (-1,3%).

Pior desempenho em quase 20 anos

Na comparação com o mesmo trimestre de 2014, a economia registrou o seu pior desempenho em quase 20 anos. A queda de 4,5% foi a maior nesse tipo de comparação desde o primeiro trimestre de 1996 (-5,3%) sendo influenciada pelo recuo histórico nos investimentos (-15,0%). "Outro reflexo da forte combinação entre as quedas no consumo, nos investimentos com a desvalorização cambial, as importações cederam 20,0% em relação ao terceiro trimestre de 2014", explica Fabio Bentes, economista da CNC. Ele aponta que, pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2014, os três grandes setores econômicos recuaram. Mais uma vez, o desempenho do comércio (-9,9%) só não foi pior que o da indústria de transformação (-11,3%), o que fez desse período, o pior do setor comercial desde a reformulação das contas nacionais em 1996.

"Para que 2015 não seja o pior ano do comércio na história das contas nacionais calculadas desde 1948, o PIB do setor teria que cair apenas 2,0% nos três últimos meses do ano", complementa Fabio Bentes. A expectativa da CNC para 2015, no entanto, foi revisada para baixo (-8,0%) e, uma vez confirmada, superará a maior queda até então ocorrida em 1990 (-6,2%).

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