CNI, que apoiou o golpe, pede reação de Temer ao tarifaço de Trump sobre o aço

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende que o governo Michel Temer reaja aos planos anunciados pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de sobretaxar importações de aço e de alumínio; entidade - que apoiou o golpe que afastou uma presidenta honesta - avalia que o plano anunciado poderá afetar 3 bilhões de dólares em exportações brasileiras de ferro e aço e 144 milhões de dólares de alumínio; além disso, trará mais desemprego para o setor

Coletiva com a Imprensa da Presidência da CNI, Robson braga de Andrade. Brasília (DF) 16.12.2015 - Foto Miguel Ângelo
Coletiva com a Imprensa da Presidência da CNI, Robson braga de Andrade. Brasília (DF) 16.12.2015 - Foto Miguel Ângelo (Foto: Voney Malta)

(Reuters) - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta sexta-feira que o governo brasileiro reaja aos planos anunciados pelo presidente norte-americano de sobretaxar importações de aço e de alumínio.

Nas contas da entidade, se o plano anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de impor sobretaxa de 25 por cento nas importações de aço e de 10 por cento nas de alumínio for implementado, poderá afetar 3 bilhões de dólares em exportações brasileiras de ferro e aço e 144 milhões de dólares de alumínio.

“Os Estados Unidos querem resolver um problema econômico, de baixa competitividade da indústria americana, alegando riscos à segurança interna e internacional dos EUA“, afirmou a CNI, em comunicado.

“O governo brasileiro deve utilizar todos os meios disponíveis para responder à decisão americana, inclusive no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que, em caso de vitória, nos daria direito à retaliação”, afirmou por escrito o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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