Com economia em queda, produção da Petrobrás despenca 1% no 1º semestre

Com a economia em queda livre devido à política econômica recessiva do governo Jair Bolsonaro, a produção total de petróleo, LGN e gás natural da Petrobras no segundo trimestre somou 2,63 milhões de barris de óleo equivalente/dia (boed), com alta de 3,8% ante o primeiro trimestre, mas recuo de 1% na comparação anual

(Foto: Reuters)

Luciano Costa, Reuters - A produção total de petróleo, LGN e gás natural da Petrobras no segundo trimestre somou 2,63 milhões de barris de óleo equivalente/dia (boed), com alta de 3,8% ante o primeiro trimestre, mas recuo de 1% na comparação anual, informou a estatal, que também revisou ligeiramente as metas de produção para o ano de 2019.

A produção de petróleo e LGN somou 2,05 milhões de barris por dia (bpd) no período, com avanço de 4,1% frente ao primeiro trimestre e queda de 0,5% frente a mesmo período de 2018, segundo relatório de produção divulgado na madrugada da quinta-feira.

“Apesar do aumento da produção em relação ao 1T19, os resultados foram inferiores aos inicialmente previstos”, afirmou a estatal, citando dificuldades operacionais em Búzios e parada não programada em uma plataforma no campo de Lula. “Coerente com nosso compromisso com a transparência, alteramos nossa meta de produção para o ano de 2,8 MMboed para 2,7 MMboed, com variação para mais ou para menos”, disse a companhia.

“A projeção de produção de óleo é de 2,1 MMbpd com variação de 2,5% para mais ou para menos”, acrescentou.

A companhia afirmou que as plantas de gás dos novos sistemas de produção de Búzios levaram mais tempo para comissionamento do que nas plataformas do campo de Lula, “devido à sua maior complexidade”, o que postergou a entrada de novos poços produtores, resultando em produção em Búzios 180 mboed abaixo do previsto em junho.

Além disso, houve parada não programada de 14 dias no FPSO Cidade de Mangaratiba, no Campo de Lula, “para correção no sistema de desidratação de gás que impactou em 60 Mboed a produção de junho”, explicou a Petrobras.

A empresa ressaltou que a meta revisada para 2019 é suportada pela resolução dos problemas citados, “que já resultaram em melhora operacional em julho”, com a produção média voltando ao patamar de 2,7 milhões boed e com as perspectiva de entrada de novos poços em Búzios.

“Vale ressaltar que todos os poços para o ramp-up das novas plataformas já estão perfurados e os recursos necessários (como sondas, barcos de apoio, linhas e equipamentos submarinos) para entrada em operação estão contratados”, afirmou.

A Petrobras destacou ainda que a produção operada nos campos do pré-sal atingiu novo recorde mensal de 2,07 milhões de boed, com novo recorde diário de 2,21 milhões boed no final de junho. Os campos do pré-sal foram responsáveis por 57% da produção de óleo no trimestre.

“Esse aumento da representatividade do pré-sal no portfólio está em linha com nossa estratégia de concentrar esforços em ativos que geram maior retorno... A implantação e a boa performance das novas plataformas... são fatores críticos de sucesso para o crescimento da produção dos próximos anos”, destacou a companhia.

A Petrobras prevê entrada em produção em 2019 da plataforma P-68 e em 2020 da unidade P-70.

O relatório da Petrobras também trouxe dados de vendas, apontando recuo na comercialização de gasolina no mercado brasileiro tanto na comparação trimestral quanto anual.

A estatal produziu 367 mil barris por dia de gasolina no segundo trimestre, queda de 4,7% frente ao período entre janeiro e março e de 12,4% na comparação com mesmo trimestre de 2018.

No diesel, as vendas no mercado brasileiro avançaram, somando 732 mil barris por dia, alta de 4,9% frente ao primeiro trimestre e de 3,3% na comparação com mesmo trimestre de 2018.

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