Com o golpe, montadoras recuaram 11 anos no tempo

A recessão história causada pelo golpe fez a venda de veículos cair 7,6% em fevereiro, registrando o pior desempenho desde 2006; termômetro da atividade econômica, as vendas de caminhões também não param de encolher, revelam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/11/2008. Veículos no terminal portuário de cargas do Rio de Janeiro. No mês de outubro de 2008, o mercado de carros novos caiu 11% em relação ao mês anterior, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/11/2008. Veículos no terminal portuário de cargas do Rio de Janeiro. No mês de outubro de 2008, o mercado de carros novos caiu 11% em relação ao mês anterior, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução (Foto: Giuliana Miranda)
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Aluísio Alves - Reuters

As vendas de veículos novos no Brasil caíram 7,6 por cento em fevereiro ante um ano antes, revelando um mercado ainda pressionado por fatores como desemprego e juros altos, mostraram dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgados nesta quarta-feira.

Os emplacamentos de autos, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 135.663 unidades, mostrando também declínio de 7,84 por cento contra janeiro, um mês com mais dias úteis.

Nos primeiros dois meses do ano, os emplacamentos recuaram 6,36 por cento, para 282.871 veículos.

Em janeiro, a Fenabrave havia anunciado expectativa de crescimento de 2,3 por cento do setor em 2017, marcando uma interrupção na queda de vendas do setor, após quatro anos seguidos de forte retração.

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