Com Temer, dívida pública sobe em abril e vai a R$ 3,2 trilhões

Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, aumentou em abril e o estoque da dívida cresceu 0,32%, passando de R$ 3,234 trilhões, em março, para R$ 3,244 trilhões, em abril; segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda; recessão agravada pelas políticas econômicas do governo Michel Temer também derrubaram a indústria e o comércio e deixaram 14 milhões de brasileiros desempregados

Michel Temer, crédito, dinheiro .2
Michel Temer, crédito, dinheiro .2 (Foto: Paulo Emílio)

Kelly Oliveira , repórter da Agência Brasil - A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, aumentou em abril. O estoque da dívida apresentou aumento de 0,32%, passando de R$ 3,234 trilhões, em março, para R$ 3,244 trilhões, em abril, informou hoje (24) a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,30%, ao passar de R$ 3,113 trilhões para R$ 3,123 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 21,75 bilhões, descontado pelo resgate líquido, no valor de R$ 12,37 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, houve aumento de 0,81% sobre o estoque apurado em março, encerrando o mês de abril em R$ 121,28 bilhões (US$ 37,92 bilhões). "A variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa", diz relatório do Tesouro.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

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