Consumo interno segue em baixa, apesar do Pibinho

Avanço de 1% do PIB no primeiro trimestre do ano, celebrado por Michel Temer no Twitter como "o fim da recessão", e como "um dia histórico" pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, significa, na realidade, o crescimento específico da agropecuária e da demanda externa (exportações); enquanto isso, a demanda interna — consumo das famílias e investimentos — continua em queda e com resultados piores que os esperados

Avanço de 1% do PIB no primeiro trimestre do ano, celebrado por Michel Temer no Twitter como "o fim da recessão", e como "um dia histórico" pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, significa, na realidade, o crescimento específico da agropecuária e da demanda externa (exportações); enquanto isso, a demanda interna — consumo das famílias e investimentos — continua em queda e com resultados piores que os esperados
Avanço de 1% do PIB no primeiro trimestre do ano, celebrado por Michel Temer no Twitter como "o fim da recessão", e como "um dia histórico" pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, significa, na realidade, o crescimento específico da agropecuária e da demanda externa (exportações); enquanto isso, a demanda interna — consumo das famílias e investimentos — continua em queda e com resultados piores que os esperados (Foto: Gisele Federicce)

247 - Apesar do crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre do ano, anunciado nesta quinta-feira 1º pelo IBGE, após dois anos seguidos de recessão, o consumo interno no Brasil segue em baixa e com resultados piores que os esperados.

O crescimento celebrado por Michel Temer no Twitter como "o fim da recessão", e como "um dia histórico" pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, significa, na realidade, o crescimento específico da agropecuária e da demanda externa (exportações).

O PIB frustrou economistas na questão da demanda. A projeção era de que haveria o primeiro aumento (de 0,4%) após oito trimestres consecutivos de queda no consumo das famílias. Mas ele indicou, no lugar disso, uma nova retração, de 0,1%.

Sobre investimentos, o recuo também foi muito maior do que se esperava. As estimativas indicavam uma queda pequena, de 0,3%, mas a queda foi brusca: 1,6%, sempre em comparação com o último trimestre do ano passado, descontados os efeitos sazonais.

Enquanto isso, economistas ouvidos pelo Valor Data, do jornal Valor Econômico, esperavam que o PIB cresceria, em média, 9,4% na agropecuária, mas ele trouxe uma alta de 13,4%. Na indústria, o resultado também foi melhor do que o esperado: 0,9%, ante uma previsão de 0,8%. O setor de serviços manteve-se estável - a expectativa era um crescimento de 0,3%.

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