Cresce número de famílias sem condições de pagar dívidas atrasadas

Com juros altos e desemprego recorde, a quantidade de famílias brasileiras sem condições de pagar e renegociar dívidas aumentou.  O número de famílias com contas em atraso e que afirmam não ter condições de voltar para o azul cresceu 25% entre 2015 e 2016, mostra um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); cerca de 1,389 milhão de famílias nesta situação, de um universo de 3,6 milhões de inadimplentes, considerada a média do ano passado apurada pela CNC na pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor

O endividamento das famílias atingiu o maior patamar desde junho de 2006
O endividamento das famílias atingiu o maior patamar desde junho de 2006 (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Com juros altos e desemprego recorde, a quantidade de famílias brasileiras sem condições de pagar e renegociar dívidas aumentou.  O número de famílias com contas em atraso e que afirmam não ter condições de voltar para o azul cresceu 25% entre 2015 e 2016, mostra um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Cerc de 1,389 milhão de famílias nesta situação, de um universo de 3,6 milhões de inadimplentes, considerada a média do ano passado apurada pela CNC na pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor.

As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo

Isso significa duas coisas: que as famílias que continuaram endividadas estão com mais dificuldades de pagar as contas em dias e quem tá com contas em atraso tem dificuldades de renegociar, explica a economista da CNC Marianne Hanson.

"As condições de renegociação não estão favoráveis para o bolso das famílias. Se o principal provedor está desempregado, não vai conseguir renegociar. E outro ponto é que as prestações estão muito altas", afirmam Hanson.

Os bancos aumentaram as taxas de juros cobradas do consumidor, um reflexo do medo de calotes num período de desemprego elevado.

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