Crises econômica e política atingem em cheio mercado da construção

Conselheiro do Inre (Instituto Nacional de Recuperação Empresarial), o desembargador do TJ-SP Carlos Henrique Abrão afirma que é preocupante o número de empresas do ramo da construção civil decretando falência; ele avalia que os fatores-chave para tanto são a crise econômica, o agravamento da situação fiscal do País e os desdobramentos da Operação Lava-Jato; de janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram falência decretada pela Justiça; é mais que o dobro do volume registrado em igual período de 2014, de 60 casos; "A paralisação de grandes obras e a falta de financiamento no mercado financeiro fazem com que as grandes empreiteiras entrem com o pedido de recuperação"

Conselheiro do Inre (Instituto Nacional de Recuperação Empresarial), o desembargador do TJ-SP Carlos Henrique Abrão afirma que é preocupante o número de empresas do ramo da construção civil decretando falência; ele avalia que os fatores-chave para tanto são a crise econômica, o agravamento da situação fiscal do País e os desdobramentos da Operação Lava-Jato; de janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram falência decretada pela Justiça; é mais que o dobro do volume registrado em igual período de 2014, de 60 casos; "A paralisação de grandes obras e a falta de financiamento no mercado financeiro fazem com que as grandes empreiteiras entrem com o pedido de recuperação"
Conselheiro do Inre (Instituto Nacional de Recuperação Empresarial), o desembargador do TJ-SP Carlos Henrique Abrão afirma que é preocupante o número de empresas do ramo da construção civil decretando falência; ele avalia que os fatores-chave para tanto são a crise econômica, o agravamento da situação fiscal do País e os desdobramentos da Operação Lava-Jato; de janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram falência decretada pela Justiça; é mais que o dobro do volume registrado em igual período de 2014, de 60 casos; "A paralisação de grandes obras e a falta de financiamento no mercado financeiro fazem com que as grandes empreiteiras entrem com o pedido de recuperação" (Foto: Romulo Faro)

247 - Conselheiro do Inre (Instituto Nacional de Recuperação Empresarial), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Carlos Henrique Abrão afirma que é preocupante o número de empresas do ramo da construção civil decretando falência. Ele avalia que os fatores-chave para tanto são a crise econômica, o agravamento da situação fiscal do País e os desdobramentos da Operação Lava-Jato.

Dados do Inre revelam que de janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram falência decretada pela Justiça. É mais que o dobro do volume registrado em igual período de 2014, de 60 casos.

Ainda de acordo com o órgão, o alto índice é consequência de um também robusto aumento no número de corporações que recorreram à recuperação judicial, numa tentativa de reestruturar o negócio e preservar as operações em meio à turbulência da economia. No total, 304 empresas de construção civil pediram proteção à Justiça, contra 165 nos primeiros dez meses do ano passado, um salto de 84%.

"A situação econômica crítica do país tem levado a muitos pedidos de recuperação judicial. A paralisação de grandes obras e a falta de financiamento no mercado financeiro fazem com que as grandes empreiteiras entrem com o pedido de recuperação. Isso causa um efeito boliche. Sem pagar os fornecedores, geralmente empresas menores, estes entram em situação falimentar", diz Carlos Henrique ao jornal O Globo.

O que se vê hoje, argumenta Abrão, é a falência de um maior número de empresas menores. E, segundo ele, "ainda não há luz no fim do túnel."

A fatia de empresas do setor de construção pedindo proteção judicial ou em falência é bem superior à média da economia como um todo. De janeiro a outubro, o número de falências cresceu 17%. Em pedidos de recuperação judicial, o aumento foi de 40,6%, segundo a Boa Vista SCPC.

A companhia de serviço de proteção ao crédito argumenta que a crise econômica e os custos elevados dificultam a geração de caixa, comprometendo a solvência das empresas. Sem perspectiva de mudança a curto prazo, a Boa Vista SCPC prevê que os indicadores de falências continuarão em alta, podendo apresentar este ano o maior crescimento da série, iniciada em 2005.

É consenso entre especialistas, dirigentes de classe e empresários, segundo O Globo, que a parada no setor de infraestrutura e os atrasos e cortes de pagamentos feitos pelo governo são a principal ameaça à saúde financeira das companhias de construção. Também a Lava-Jato, que compromete as maiores corporações do setor no país, tem forte impacto na diminuição do volume de investimentos, projetos e negócios na área.

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