Custo de acordos de Temer com bancada ruralista chega a R$ 30 bi

Os valores dizem respeito a quatro projetos: a redução da Floresta Nacional de Jamanxim (PA), a perda de arrecadação com a chamada MP 759 – a chamada Lei da Grilagem, que trata da regularização de imóveis na Amazônia, incluindo frutos de apropriação ilegal -, a MP 793, que concedeu alívio de dívidas para ruralistas, e as emendas destinadas a parlamentares que integram as bancas, aponta reportagem do Sul 21

Os valores dizem respeito a quatro projetos: a redução da Floresta Nacional de Jamanxim (PA), a perda de arrecadação com a chamada MP 759 – a chamada Lei da Grilagem, que trata da regularização de imóveis na Amazônia, incluindo frutos de apropriação ilegal -, a MP 793, que concedeu alívio de dívidas para ruralistas, e as emendas destinadas a parlamentares que integram as bancas, aponta reportagem do Sul 21
Os valores dizem respeito a quatro projetos: a redução da Floresta Nacional de Jamanxim (PA), a perda de arrecadação com a chamada MP 759 – a chamada Lei da Grilagem, que trata da regularização de imóveis na Amazônia, incluindo frutos de apropriação ilegal -, a MP 793, que concedeu alívio de dívidas para ruralistas, e as emendas destinadas a parlamentares que integram as bancas, aponta reportagem do Sul 21 (Foto: Leonardo Attuch)

Da Redação do Sul 21

De acordo com levantamentos realizados pelo Observatório do Clima, entidade que reúne diversas ONGs, os acordos recentes firmados entre o governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária, a bancada ruralista, para se manter no cargo custarão aos cofres públicos e gerarão impacto na ordem de cerca de R$ 30 bilhões. Esta informação foi publicada na coluna Carlos Rittl, membro do observatório, no jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira (21).

Os valores dizem respeito a quatro projetos: a redução da Floresta Nacional de Jamanxim (PA), a perda de arrecadação com a chamada MP 759 – a chamada Lei da Grilagem, que trata da regularização de imóveis na Amazônia, incluindo frutos de apropriação ilegal -, a MP 793, que concedeu alívio de dívidas para ruralistas, e as emendas destinadas a parlamentares que integram as bancas. As medidas atendem reivindicações da bancada ruralista e, segundo avaliação de Rittl, foram usadas como moedas de troca pelo governo federal para manter os deputados na base de Temer e garantir sua permanência na presidência.

Pelas contas da entidade, as medidas terão um impacto estimado entre R$ 28 bilhões e 32 bilhões, sendo o maior impacto na regularização fundiária de terras da União com deságio ou de forma ilegal (entre R$ 18,8 bilhões e 20,7 bilhões) e no alívio de dívidas (entre R$ 8 bilhões e 10 bilhões). Já as emendas para deputados membros da bancada ruralista somam cerca de R$ 715 milhões.

Entre os gaúchos membros da bancada ruralista estão Darcísio Perondi (PMDB), que teve emendas pagas no valor de R$ 6,97 milhões, seu colega de partido, Alceu Moreira, R$ 6,650 milhões, e Luiz Carlos Heinze (PP) – R$ 4,113 milhões. Este último, apesar de votar com o governo na reforma trabalhista, votou a favor da investigação de Temer no início de agosto.

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