Delfim: quando Dilma errou, sociedade aplaudiu

"Quando ela começou a intervenção na energia elétrica, teve um aumento de quase 6 pontos percentuais de aprovação. A resposta da sociedade foi extremamente positiva, ela apoiou a Dilma nos seus equívocos", diz o economista Delfim Netto; "Como se não bastasse, quando houve a segunda intervenção danosa, que foi reduzir a taxa de juros sem produzir as condições fiscais para isso, ela teve mais um surto de aprovação"; ele afirma, porém, que as pedaladas vêm desde João VI e não são tese razoável para um impeachment

"Quando ela começou a intervenção na energia elétrica, teve um aumento de quase 6 pontos percentuais de aprovação. A resposta da sociedade foi extremamente positiva, ela apoiou a Dilma nos seus equívocos", diz o economista Delfim Netto; "Como se não bastasse, quando houve a segunda intervenção danosa, que foi reduzir a taxa de juros sem produzir as condições fiscais para isso, ela teve mais um surto de aprovação"; ele afirma, porém, que as pedaladas vêm desde João VI e não são tese razoável para um impeachment
"Quando ela começou a intervenção na energia elétrica, teve um aumento de quase 6 pontos percentuais de aprovação. A resposta da sociedade foi extremamente positiva, ela apoiou a Dilma nos seus equívocos", diz o economista Delfim Netto; "Como se não bastasse, quando houve a segunda intervenção danosa, que foi reduzir a taxa de juros sem produzir as condições fiscais para isso, ela teve mais um surto de aprovação"; ele afirma, porém, que as pedaladas vêm desde João VI e não são tese razoável para um impeachment (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O economista Delfim Netto afirma que a sociedade aplaudiu o que ele considera os dois principais erros da presidente Dilma Rousseff na condução da economia: a intervenção no setor elétrico e a tentativa de reduzir mais fortemente as taxas de juros.

"Quando ela começou a intervenção na energia elétrica, teve um aumento de quase 6 pontos percentuais de aprovação. Era uma tragédia. Mas para quem? Para aqueles que enxergavam 12 meses na frente. Para quem ia pagar a conta do mês seguinte era uma medida maravilhosa. A resposta da sociedade foi extremamente positiva, ela apoiou a Dilma nos seus equívocos", disse ele, em entrevista a Érica Fraga.

"Como se não bastasse, quando houve a segunda intervenção danosa, que foi reduzir a taxa de juros sem produzir as condições fiscais para isso, ela teve mais um surto de aprovação. Ela atingiu o máximo de sua aprovação quando estava no máximo do erro."

Delfim, no entanto, é cauteloso ao tratar do impeachment, mas afirma que o risco cresceu após o convite feito ao ex-presidente Lula para a Casa Civil. "Podem dizer que a Dilma tentou proteger Lula, mas como vão saber? É uma questão de sentimento interno, você precisa provar que isso aconteceu. Mas o grampo deu um sentimento de que a atitude foi para proteger, e as coisas evoluíram muito depressa", diz ele.

O economista afirma, porém, que as pedaladas fiscais não são uma tese consistente para o processo. "Eu sempre fui contra o impeachment, porque ele exige uma violação de função. Então, nunca me convenci de que as puras mutretas que se chamaram de "pedaladas"... Elas vêm desde dom João 6º. Vai ter que provar no Congresso se realmente houve a violação de função."

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