Depressão de Temer cria ‘medo do futuro’ e trava economia

Contraste entre a queda dos indicadores de confiança do comércio e dos consumidores medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em agosto e o aumento da confiança dos setores da indústria, serviços e construção civil acentua as incertezas sobre os rumos da economia para os próximos meses; crises geradas pelo impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, pelas delações premiadas da JBS e da Odebrecht, além do fracasso da política econômica do governo Michel Temer, que já deixou 14 milhões de desempregados, tem dificultado consumidores e empresários a verem a "luz no fim do túnel"

Contraste entre a queda dos indicadores de confiança do comércio e dos consumidores medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em agosto e o aumento da confiança dos setores da indústria, serviços e construção civil acentua as incertezas sobre os rumos da economia para os próximos meses; crises geradas pelo impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, pelas delações premiadas da JBS e da Odebrecht, além do fracasso da política econômica do governo Michel Temer, que já deixou 14 milhões de desempregados, tem dificultado consumidores e empresários a verem a "luz no fim do túnel"
Contraste entre a queda dos indicadores de confiança do comércio e dos consumidores medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em agosto e o aumento da confiança dos setores da indústria, serviços e construção civil acentua as incertezas sobre os rumos da economia para os próximos meses; crises geradas pelo impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, pelas delações premiadas da JBS e da Odebrecht, além do fracasso da política econômica do governo Michel Temer, que já deixou 14 milhões de desempregados, tem dificultado consumidores e empresários a verem a "luz no fim do túnel" (Foto: Paulo Emílio)

247 - O contraste entre a queda dos indicadores de confiança do comércio e dos consumidores medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em agosto e o aumento da confiança dos setores da indústria, serviços e construção civil acentua as incertezas sobre os rumos da economia para os próximos meses.

Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a crise de perspectiva com as políticas econômicas do governo Michel Temer tem travado a retomada do crescimento.

Meirelles, porém, ressalta o que chama de sucessão de frustrações desde o período eleitoral em 2014, como o impeachment da presidente Dilma Rousseff, as delações premiadas da Odebrecht e da JBS. "Essa sequência impede empresários e a população de ver uma luz no fim do túnel", disse Meirelles ao jornal Valor Econômico.

Uma pesquisa feita em julho pelo instituto junto a 1.421 pessoas pelo Locomotiva aponta que 44% dos entrevistados acreditam que irão reduzir suas comprar ao longo deste semestre. Ainda segundo o levantamento, 29% acreditam que vão manter o nível de consumo e outros 23%, acham que deverão consumir mais. Somente 25% disseram estar satisfeitos com a renda atual outros e 69% afirmaram ter medo de uma queda em seu padrão de vida.

Para Aloisio Campelo Jr., do Ibre-FGV, se a crise política parece ter o seu impacto diminuído junto a indústria, esta perspectiva não se refletiu unto ao comércio e consumidores. O desemprego, que já alcança 14 milhões de brasileiros, é apontado como a maior razão da desconfiança para a retomada da economia, apesar de ligeiras melhoras nos índices oficiais.

Veja a íntegra da reportagem do Valor.

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