Deputados se opõem à idade mínima de aposentadoria proposta por Temer

A idade mínima para aposentadoria proposta por Michel Temer em sua reforma da Previdência desagrada até sua base aliada; metade dos integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma se opõe à exigência de idade mínima de 65 anos, e a maioria discorda de outros pontos cruciais da proposta; a maioria quer modificar pelo menos outros quatro pontos importantes do projeto do governo, prioridade legislativa de Temer neste ano; entre os que defendem mudanças no texto estão integrantes da base governista, inclusive do PMDB

Michel Temer e desemprego
Michel Temer e desemprego (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A idade mínima para aposentadoria proposta por Michel Temer em sua reforma da Previdência desagrada até sua base aliada. Metade dos integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma se opõe à exigência de idade mínima de 65 anos, e a maioria discorda de outros pontos cruciais da proposta. A maioria quer modificar pelo menos outros quatro pontos importantes do projeto do governo, prioridade legislativa de Temer neste ano. Entre os que defendem mudanças no texto estão integrantes da base governista, inclusive do PMDB.

O levantamento foi feito por Laís Alegretti e Ranier Bragon na Folha de S.Paulo

"A idade mínima é um dos eixos do projeto, porque valeria para todos os trabalhadores e acabaria com o sistema que hoje permite aos que se aposentam por tempo de contribuição obter o benefício precocemente, em média aos 54 anos, idade muito mais baixa do que em outros países.

Levantamento feito pela Folha revela que 18 dos 36 integrantes da comissão especial são contra a idade mínima proposta por Temer. Sete entre eles defendem a fixação de idades inferiores a 65 anos.

'Não somos obrigados a fazer nada empurrado pelo governo goela abaixo', diz o peemedebista Mauro Pereira (RS), que defende idade mínima menor do que 65 anos. "Não se discute que a reforma é necessária, mas acho que alguns pontos [da proposta do governo] foram exagerados", diz o deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR), ex-ministro da Previdência.

Apenas um integrante da comissão, Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara, diz apoiar as mudanças propostas para o BPC (Benefício de Prestação Continuada), benefício assistencial pago a idosos e pessoas com deficiência pobres."

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