Desalento sufoca recuperação da economia

A repórter especial do Portal Vermelho Joana Rozowykwiat afirma em artigo que não e apenas a economia que necessita de recuperação, mas a 'esperança'; Rozowykwiat se utiliza do termo técnico da economia 'desalento', fazendo um paralelo com o uso corrente da palavra; ela alerta para o momento dramático da nossa cena social e econômica, que extrapola a ação meramente tecnicista

Desalento sufoca recuperação da economia
Desalento sufoca recuperação da economia (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

247- A repórter especial do Portal Vermelho Joana Rozowykwiat afirma em artigo que não e apenas a economia que necessita de recuperação, mas a 'esperança'. Rozowykwiat se utiliza do termo técnico da economia 'desalento', fazendo um paralelo com o uso corrente da palavra. Ela alerta para o momento dramático da nossa cena social e econômica, que extrapola a ação meramente tecnicista. 

Leia trechos do artigo de Joana Rozowykwiat, publicado no Portal Vermelho

"Desalento. Em geral, a gente usa essa palavra que remete a tristeza para falar de desânimo, abatimento. Quando falamos especificamente de mercado de trabalho, as pessoas em situação de desalento são aquelas que desistiram de buscar emprego. No Brasil de Temer, hoje, existem 13 milhões de desempregados, 6,5 milhões de subocupados – ou seja, aqueles que gostariam de trabalhar mais horas – e 4,8 milhões de desalentados. Os desalentados não entram nas estatísticas de desemprego, porque eles nem estão mais procurando trabalho. Desistiram.

O desalento é um indicador que está muito relacionado à demora para conseguir uma vaga. E, hoje, 3,16 milhões de brasileiros sem emprego buscam trabalho há mais de 2 anos. De 2014 para cá, o número de pessoas procurando emprego há mais de 2 anos aumentou em 162%. Imagina só. Dois anos de não há vagas. Dois anos de estaremos entrando em contato. Dois anos de obrigada, mas não é o perfil que procuramos. Dois anos de não, não, não."



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