Desembolsos do BNDES recuam 24% no 1º trimestre

Redução foi registrada na comparação com um ano antes, para R$ 33,3 bilhões; já as consultas ao BNDES nos três meses até março desabaram 47%, para R$ 25 bilhões

Redução foi registrada na comparação com um ano antes, para R$ 33,3 bilhões; já as consultas ao BNDES nos três meses até março desabaram 47%, para R$ 25 bilhões
Redução foi registrada na comparação com um ano antes, para R$ 33,3 bilhões; já as consultas ao BNDES nos três meses até março desabaram 47%, para R$ 25 bilhões (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - Os desembolsos e as consultas por novos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tiveram queda expressiva no primeiro trimestre, ressaltando a fraqueza da economia brasileira e o baixo apetite de empresários por investimentos.

O banco de fomento divulgou nesta quinta-feira que os desembolsos de janeiro a março recuaram 24 por cento na comparação com um ano antes, para 33,3 bilhões de reais.

Já as consultas ao BNDES nos três meses até março desabaram 47 por cento, para 25 bilhões de reais. As consultas são um termômetro importante da disposição de empresários para realizar investimentos e um indicativo da atividade da economia brasileira. A consulta é o primeiro passo dado por uma companhia para obter empréstimo do BNDES.

Em março, fontes próximas ao banco anteciparam à Reuters que números preliminares apontavam para queda expressiva das consultas ao BNDES no primeiro trimestre. Os números apresentados nesta quinta, porém, vieram bem piores do que a queda da ordem de 30 por cento nesse indicador estimada por uma das fontes naquela ocasião.

Em comunicado à imprensa nesta quinta, o BNDES disse que os resultados do primeiro trimestre "refletem, em parte, os ajustes da nova política operacional" da instituição.

"O banco vem reduzindo os níveis de participação máxima em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) nos seus financiamentos, abrindo mais espaço para a presença do mercado de capitais no financiamento de longo prazo", justificou.

"Outro fator foi a revisão das condições do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI)... Embora permaneçam bastante competitivas, o aumento das taxas e a diminuição do nível máximo de participação do BNDES nos financiamentos afetou o desempenho do programa, conforme esperado", acrescentou o banco.

As aprovações de financiamentos pelo BNDES entre janeiro e março também apresentaram queda significativa, de 46 por cento, para 21 bilhões de reais, na comparação anual.

Apesar dos números, o banco afirmou que "o resultado do primeiro trimestre de 2015 ficou dentro das expectativas do BNDES.

A instituição destacou que as micro, pequenas e médias empresas, que mantiveram melhores condições de financiamento na nova política operacional do banco, responderam por 31 por cento, ou 10,2 bilhões de reais, do total dos desembolsos nos três primeiros meses de 2015.

Em termos setoriais, a área de infraestrutura recebeu empréstimos de 11,7 bilhões de reais do BNDES no ano até março, seguida pela indústria (10,4 bilhões de reais), comércio e serviços (7,6 bilhões de reais) e agropecuária (3,5 bilhões de reais).

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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