Desemprego testa limites da relação Dilma-Levy

Dados do Caged divulgados nesta sexta-feira surpreenderam negativamente e mostraram que, em 12 meses, foram cortados quase 1 milhão de empregos formais; resultado ampliará a pressão de aliados sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e testará as convicções da presidente Dilma Rousseff em relação ao ajuste fiscal; Levy alega que as medidas de ajuste já começam a mostrar resultados, em especial no setor externo; no entanto, crise econômica torna mais complexa a equação da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta uma oposição carbonária, disposta a colocar fogo no País para tirá-la do poder

Dados do Caged divulgados nesta sexta-feira surpreenderam negativamente e mostraram que, em 12 meses, foram cortados quase 1 milhão de empregos formais; resultado ampliará a pressão de aliados sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e testará as convicções da presidente Dilma Rousseff em relação ao ajuste fiscal; Levy alega que as medidas de ajuste já começam a mostrar resultados, em especial no setor externo; no entanto, crise econômica torna mais complexa a equação da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta uma oposição carbonária, disposta a colocar fogo no País para tirá-la do poder
Dados do Caged divulgados nesta sexta-feira surpreenderam negativamente e mostraram que, em 12 meses, foram cortados quase 1 milhão de empregos formais; resultado ampliará a pressão de aliados sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e testará as convicções da presidente Dilma Rousseff em relação ao ajuste fiscal; Levy alega que as medidas de ajuste já começam a mostrar resultados, em especial no setor externo; no entanto, crise econômica torna mais complexa a equação da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta uma oposição carbonária, disposta a colocar fogo no País para tirá-la do poder (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Divulgados nesta sexta-feira, os dados do Caged surpreenderam negativamente. Foram cortados 86 mil postos formais em agosto, no pior resultado em vinte anos. Com isso, o número de vagas cortadas em um ano se aproxima de 1 milhão.

Tradicionalmente, o segundo semestre é um período de recuperação da economia. Por isso mesmo, os números geraram decepção no mercado e apreensão no governo. Mais do que isso, devem ampliar a pressão sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, responsável pelo programa de ajuste fiscal.

Ontem, ao participar de um evento empresarial, Levy afirmou que as medidas de ajuste já produzem os primeiros resultados positivos, em especial no setor externo (leia mais aqui). No entanto, os números do Caged disseminam na população o medo do desemprego, o que trava o consumo.

A isso se soma um quadro político complexo, em que a oposição carbonária, liderada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), faz de tudo para sabotar o ajuste. De 51 deputados do PSDB, nada menos que 50 votaram pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff em relação ao fim do fator previdenciário. Se o veto fosse derrubado, seriam criadas despesas adicionais de R$ 125 bilhões.

A turma de Aécio foi derrotada, mas deixou claro de que continuará apostando no "quanto pior, melhor". Farão de tudo para sabotar o ajuste fiscal, na esperança de que Levy renuncie ao cargo – o que criaria uma nova onda de desconfiança na economia brasileira e poderia fazer com que outras agências de risco, como a Moody's e a Fitch, também rebaixassem o País.

Mais do que nunca, Dilma será testada em suas convicções em relação ao ajuste e à sua aposta na política do ministro Levy.

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