Dilma exalta guru da luta contra desigualdade

Ao New York Times e em pronunciamento ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, presidente Dilma Rousseff elogia ideias do economista francês Thomas Piketty; "Ele faz um trabalho fantástico", disse ela ao jornal americano; nesta quinta-feira 5, Dilma acrescentou que o best-seller O Capital no Século 21 apontou uma "absurda concentração de renda no Brasil da década de 1970", citando o autor; francês defende criação de fundo com dinheiro de países ricos para patrocinar ações de distribuição de renda nas regiões mais pobres do mundo; "O sr. Piketty disse que um fator de convergência é a educação", lembrou Dilma; "Prefiro concordar com esse"

Ao New York Times e em pronunciamento ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, presidente Dilma Rousseff elogia ideias do economista francês Thomas Piketty; "Ele faz um trabalho fantástico", disse ela ao jornal americano; nesta quinta-feira 5, Dilma acrescentou que o best-seller O Capital no Século 21 apontou uma "absurda concentração de renda no Brasil da década de 1970", citando o autor; francês defende criação de fundo com dinheiro de países ricos para patrocinar ações de distribuição de renda nas regiões mais pobres do mundo; "O sr. Piketty disse que um fator de convergência é a educação", lembrou Dilma; "Prefiro concordar com esse"
Ao New York Times e em pronunciamento ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, presidente Dilma Rousseff elogia ideias do economista francês Thomas Piketty; "Ele faz um trabalho fantástico", disse ela ao jornal americano; nesta quinta-feira 5, Dilma acrescentou que o best-seller O Capital no Século 21 apontou uma "absurda concentração de renda no Brasil da década de 1970", citando o autor; francês defende criação de fundo com dinheiro de países ricos para patrocinar ações de distribuição de renda nas regiões mais pobres do mundo; "O sr. Piketty disse que um fator de convergência é a educação", lembrou Dilma; "Prefiro concordar com esse" (Foto: Ana Pupulin)

247 – Ao jornal americano New York Times, primeiro, e ao se dirigir ao Conselho de Desenvolvimento Econômico nesta quinta-feira 5, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff fez questão de elogiar e citar o economista francês Thomas Piketty, autor do best seller O Capitalismo no Século 21. "Ele faz um trabalho fantástico", disse Dilma ao diário nova-iorquino, que publicou entrevista com a presidente em sua edição de ontem. Hoje, ela voltou a falar no autor, que tem entre os pontos centrais de sua proposta para a redução da desigualdade a criação de um fundo com recursos dos países para patrocinar amplas ações sociais em região pobres do planeta.

- O sr. Piketty diz que esse é outro fator convergente (o acesso ao consumo e aos serviços), fora ficar taxando todo mundo. (Outro grande fato de convergência) dele é a educação. Eu prefiro educação", divertiu-se a presidente, que antes lembrara que os ricos aumentaram ainda mais a sua renda nos últimos tempos em relação aos pobres.

A presidente assinalou que Piketty apontou, em seu livro, a existência de "uma absurda concentração de renda no Brasil dos anos 1970". Completou afirmando que seu trabalho tem o ângulo de reduzir essa distância, no que, disse, está sendo bem sucedida.

- Somos um país que reduziu a desigualdade. Temos essa vantagem na contracorrente do mundo, afirmou Dilma, assegurando que o economista francês também está nessa contracorrente.7

Ao mesmo tempo em que citou o autor do momento, a presidente disse aos membros do Conselhão que irá centrar esforços em infraestrutura se conseguir sua reeleição em outubro.

Abaixo, notícia distribuída pela Agência Reuters a respeito:

Dilma diz que num eventual novo mandato, hidrovias e ferrovias serão prioridade

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez um amplo balanço de sua gestão nesta quinta-feira durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e apresentou como prioridades de seu governo em um eventual segundo mandato os investimentos em ferrovias e hidrovias.

Dilma disse que o Programa de Aceleração do Crescimento 3 (PAC 3) e o Programa de Investimento em Logística 2 (PIL 2) terão como prioridade o transporte fluvial e ferroviário. "Nós vamos ter de centrar em dois modais que o Brasil abandonou durante anos e anos, um é o ferroviário e o outro hidroviário, no caso da logística é isso", discursou a presidente para os membros do Conselhão, como é conhecido o CDES. Segundo ela, o Brasil tem 12 grandes bacias hidrográficas que não são aproveitadas como deveriam e que será prioridade para o seu segundo eventual governo estimular a construção de hidrovias acima do "paralelo 16" para escoar a produção graneleira.

"É fundamental para o país planejar e executar para usarmos os rios como nossas estradas de água", discursou a presidente que concorre à reeleição. Uma semana depois de os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do país mostrarem descaleração no primeiro trimestre com queda dos investimentos, a presidente disse que serão necessárias medidas para impulsioná-los. "Nós acreditamos que vai ser necessário implementar novas medidas que potencializem o investimento público e privado", disse. "Por exemplo, a promoção do mercado privado de crédito de longo prazo. O desenvolvimento de instrumentos de garantia para projetos de grande vulto... Especialmente o desafio que nós sempre chegamos perto e jamais superamos que é a construção de modelos de garantia em que o próprio investimento seja considerado garantia", explicou a presidente.

MORADIA

Ao comentar a nova fase do programa Minha Casa, Minha Vida, que o governo pretende anunciar ainda este mês, Dilma disse que a meta inicial para os próximos quatro anos é de 3 milhões de moradias, mas que ela pode ser ampliada, como ocorreu na atual fase do programa habitacional.

A meta estabelecida em 2011 era de 2 milhões de moradias em quatro anos e foi ampliada para 2,750 milhões.

"Se for a mesma ampliação do período 11-14, nós vamos chegar a 4 milhões, em torno de 4 milhões, o que daria um milhão de moradias por ano", discursou Dilma. "Nós ainda não fizemos um milhão de moradias ano, fizemos quase. Chegamos a fazer num ano 960 mil. A meta mais realista, mais próxima que as empresas foram capazes de executar é 3 milhões", explicou.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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