Dívida pública americana explode em meio à pandemia e bate novo recorde

A dívida do governo dos EUA estabeleceu um novo recorde ao ultrapassar os US$ 25 trilhões (R$ 145,75 trilhões), segundo o portal US Debt Clock

(Foto: Russia Today)
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Agência Sputnik - Frente à crise provocada pelo SARS-CoV-2, a dívida pública dos EUA aumentou mais de 10% desde 1º de outubro de 2019 e, segundo especialistas, não vai ficar por aqui.

A dívida do governo dos EUA estabeleceu um novo recorde ao ultrapassar os US$ 25 trilhões (R$ 145,75 trilhões), segundo o portal US Debt Clock que a contabiliza ao segundo.

Este número irá forçosamente aumentar, pois a Reserva Federal prevê recorrer a novos empréstimos. Uma medida que, na opinião de especialistas, seria indispensável neste contexto.

Segundo o portal Decrypt, desde o início do ano fiscal de 2019/2020 (que se iniciou a partir do 1º de outubro de 2019), a dívida pública norte-americana subiu mais de 10%, de US$ 22,7 trilhões (R$ 132,34 trilhões) para o seu valor atual de mais de US$ 25 trilhões (R$ 145,75 trilhões).

Estes números recorde são resultado de um enorme aumento dos gastos públicos devido aos esforços para conter a epidemia do novo coronavírus e manter a economia ativa.

Dívida crescerá ainda mais

Estes números devem aumentar ainda mais no segundo trimestre, já que o Tesouro dos EUA anunciou em 4 de maio que está considerando tomar um empréstimo adicional de US$ 3 trilhões (R$ 17,49 trilhões) para financiar a resposta do governo à pandemia. Este empréstimo representa quase seis vezes o recorde anterior de 2008.

No terceiro trimestre, o total de empréstimos chegará a US$ 677 bilhões (R$ 3,94 trilhões).

Por seu turno, o chefe da Reserva Federal (FED, na sigla em inglês), Jerome Powell, afirmou ainda em 4 de maio estar preparado para recomprar tanta dívida governamental no mercado secundário quanto for necessário para debelar os efeitos da crise, segundo o Decrypt.

Medida apoiada por especialistas

Especialistas acreditam que o aumento da dívida pública é uma medida necessária neste contexto de crise generalizada e desemprego maciço, embora leve a um aumento da inflação. O fundador da empresa de investimentos Berkshire Hathaway, Warren Buffett, compartilha esta visão.

Apesar da situação, Donald Trump anunciou em 1º de maio que enfrentaria a explosão da dívida nacional se fosse reeleito em novembro.

Foi exatamente isso que ele prometeu fazer durante sua campanha eleitoral de 2016, acabando contudo por aumentá-la em US$ 5 trilhões (R$ 29,15 trilhões), relembra o Decrypt.

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