Dólar sobe pela 4ª sessão e aproxima-se de R$ 2,70

Moeda norte-americana avançou 1,29% nesta segunda-feira 15, a R$ 2,6853 na venda, maior cotação desde 29 de março de 2005 e acumulando avanço de 3,36% nos quatro últimos pregões; cenário é de investidores sob a expectativa sobre o futuro do programa de intervenções no câmbio do Banco Central e com o mau humor externo diante da queda dos preços do petróleo

. REUTERS/Gary Cameron    (UNITED STATES - Tags: BUSINESS POLITICS)
. REUTERS/Gary Cameron (UNITED STATES - Tags: BUSINESS POLITICS) (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançou mais de 1 por cento e fechou em alta pela quarta sessão seguida nesta segunda-feira, aproximando-se do patamar de 2,70 reais, com investidores sob a expectativa sobre o futuro do programa de intervenções no câmbio do Banco Central e com o mau humor externo diante da queda dos preços do petróleo.

A moeda norte-americana subiu 1,29 por cento, a 2,6853 reais na venda, maior cotação desde 29 de março de 2005 (2,698 reais) e acumulando avanço de 3,36 por cento nos quatro últimos pregões.

Na máxima desta sessão, o dólar foi a 2,7019 reais, alta de 1,91 por cento. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,3 bilhão de dólares.

"O mercado já está com a pulga atrás da orelha, esperando uma sinalização mais contundente do BC sobre o programa de câmbio", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues. "Agora, com o mau humor no exterior, não há quem segure", acrescentou.

Sob o atual modelo de intervenções e marcado para durar até o final do ano, o BC oferta diariamente até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares.

O presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, já afirmou que o atual estoque de swaps, correspondente a pouco mais de 100 bilhões de dólares, já dá conta da demanda por proteção, alimentando expectativas de que o BC pode reduzir sua presença no mercado em 2015.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps pelas atuações diárias, com volume equivalente a 196,8 milhões de dólares. Foram vendidos 2,3 mil contratos para 1º de setembro e 1,7 mil para 1º de dezembro de 2015. Até então, em vez de ofertar swaps para dezembro, o BC colocava papéis para 1º de junho.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a 9,827 bilhões de dólares. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 55 por cento do lote total.

À tarde, a autoridade monetária realizou ainda oferta de até 1 bilhão de dólares com compromisso de recompra em 5 de maio de 2015. A taxa de recompra da operação ficou em 2,773324 reais.

"Cada dia que passa o mercado fica mais ansioso sobre o BC. E, quando tem incerteza, o mercado busca proteção no dólar", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O mercado também continuava sob a expectativa de quais medidas serão adotadas pela nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff para enfrentar o quadro de inflação alta e crescimento baixo, sobretudo via política fiscal.

O dólar ampliou os ganhos na segunda metade do pregão após os preços do petróleo anularem a breve recuperação e voltarem a cair, renovando as mínimas de cinco anos. A commodity vem reagindo à oferta abundante e demanda fraca, sintoma de fraqueza na recuperação econômica global.

O mau humor externo também era corroborado pela perspectiva de política monetária mais apertada nos Estados Unidos, que poderia atrair para o país recursos atualmente aplicados em países como o Brasil. O Federal Reserve, banco central norte-americano, reúne-se nesta semana e terá de decidir se descarta a promessa de manter os juros quase zerados por um "tempo considerável".

"Os dados dos EUA têm vindo bons e os diretores do Fed têm se mostrado um pouco mais confiantes. Essa pode ser uma reunião importante", disse o operador de uma corretora internacional.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo APOIA.se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247