Dólar supera R$ 5,60 e vai à máxima em um mês com temor fiscal e força global da moeda

Mercados globais tiveram sessão de alívio, com a diminuição dos receios com nova a variante da Covid, o que ajudou na recomposição dos ativos

www.brasil247.com - Cédulas de cem dólares dos EUA
Cédulas de cem dólares dos EUA (Foto: REUTERS/Rick Wilking)


Reuters - O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, acima de 5,60 reais e no maior patamar em um mês, amparado por renovados temores fiscais no Brasil num dia de força da moeda norte-americana em todo o mundo.

Os mercados globais de forma geral tiveram uma sessão de alívio, com a diminuição dos receios sobre uma nova variante do coronavírus patrocinando uma recuperação dos preços dos ativos. Porém, o dólar também ganhou terreno nesse contexto, uma vez que voltavam à mesa perspectivas de aumento de juros nos Estados Unidos.

No fim da manhã a cotação no Brasil recebeu impulso após notícia da Reuters de que o governo não descarta possibilidade de ter que lançar mão do Orçamento de Guerra mais uma vez para conseguir viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo uma fonte com conhecimento das negociações disse à Reuters, essa alternativa seria “caótica” para as questões fiscais, e o governo tentará nesta semana atrair votos para a aprovação da PEC dos Precatórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltar ao Orçamento de Guerra, ao qual se recorreu no ano passado para combate aos efeitos econômicos e sanitários da pandemia, na prática significaria autorizar o descumprimento de parâmetros e limitações fiscais, num momento em que o mercado ainda digere as recorrentes ameaças ao teto de gastos que elevam o temor sobre o futuro das contas públicas no Brasil.

“O cenário-base do mercado é a aprovação da PEC, então se isso não acontecer e o governo precisar recorrer a alternativas, a moeda vai além dos 5,60 reais”, disse Cleber Alessie, gerente da mesa de derivativos financeiros da Commcor DTVM.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os mercados aguardam para terça ou quarta-feira a votação do parecer da PEC apresentado pelo líder do governo Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) na CCJ do Senado.

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que, uma vez aprovada pela CCJ da Casa, a PEC dos Precatórios deve ser analisada pelo plenário na quinta-feira desta semana. E o secretário do Tesouro, Paulo Valle, reiterou não haver plano B para viabilizar o Auxílio Brasil de 400 reais em 2022.

O dólar à vista fechou esta segunda-feira em alta de 0,27%, a 5,6114 reais na venda, maior patamar desde 1º de novembro (5,6712 reais). A taxa variou de 5,5798 reais (queda de 0,29%) a 5,641 reais (valorização de 0,80%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na sexta, a cotação havia subido 0,55%, a 5,5961 reais, na esteira do pânico global com a nova variante ômicron do coronavírus.

Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de rivais de países ricos subia 0,14%, com o mercado recolocando nos preços expectativa de aumento de juros nos EUA –o que tenderia a elevar os retornos oferecidos pelos títulos do Tesouro norte-americano, tornando, assim, o dólar mais atraente.

As moedas emergentes medidas por um índice do JPMorgan caíam 0,23%, estendendo a queda de mais de 1% da sexta-feira, quando o mercado entrou em modo pânico por temores relacionados à nova variante ômicron do coronavírus. O índice está no menor patamar desde pelo menos o fim de junho de 2010.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email