Dr. Apocalipse diz que Dilma deve abraçar privatização se reeleita

Famoso economista Nouriel Roubini adotou um tom diferente ao falar sobre os riscos políticos nos mercados emergentes; em seu último artigo na EconoMonitor, ele disse que o fato de todos os "5 frágeis" (ou BIITS - Brasil, Índia, Indonésia, Brasil, Turquia e África do Sul) terem eleições este ano não será necessariamente negativo; para o economista, uma reeleição da presidente Dilma pode não significar mais do mesmo e que ela pode promover mudanças econômicas

Nouriel Roubini, co-founder and chairman of Roubini Global Economics LLC, pauses during a television interview at the Ambrosetti Workshop in Cernobbio, near Como, Italy, on Friday, March 30, 2012. The two day workshop brings together politicians, company
Nouriel Roubini, co-founder and chairman of Roubini Global Economics LLC, pauses during a television interview at the Ambrosetti Workshop in Cernobbio, near Como, Italy, on Friday, March 30, 2012. The two day workshop brings together politicians, company (Foto: Valter Lima)
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SÃO PAULO - O famoso economista Nouriel Roubini, conhecido como Dr. Apocalípse pelas suas projeções bastante pessimistas, adotou um tom diferente ao falar sobre os riscos políticos nos mercados emergentes. Em seu último artigo na EconoMonitor publicado na véspera, Roubini disse que o fato de todos os "5 frágeis" (ou BIITS - Brasil, Índia, Indonésia, Brasil, Turquia e África do Sul) terem eleições este ano não será necessariamente negativo.

Para ele, uma reeleição da presidente Dilma Rousseff pode não significar mais do mesmo, ou seja, mais quatro anos complicados pela frente, como especialistas do mercado vêm repetindo nos últimos meses.

Em seu artigo, Roubini comenta que se reeleita, Dilma pode mudar políticas. "Dilma pode abraçar políticas macroeconômicas mais estáveis e acelerar reformas estruturais, incluindo privatizações", disse. Para os demais emergentes, ele também espera que uma alteração no governo seja improvável, citando África do Sul e Turquia.

O economista cita como positivo o fato de que as turbulências políticas em lugares como Brasil e Turquia partem não dos mais pobres e sim de uma classe média pressionada pela inflação, corrupção e péssimos serviços públicos e que hoje se expressa melhor. Segundo ele, esses fenômenos devem levar a uma "direção correta" na economia e a governos mais moderados, não menos.

Já no caso dos países mais frágeis que não terão eleições por enquanto, como Argentina e Venezuela, o diagnóstico é que a situação econômica e política é tão caótica que a situação só pode melhorar.

Publicada originalmente em Infomoney.

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