Dupla Guedes-Bolsonaro fracassa: Brasil é o terceiro país do mundo onde o dólar mais subiu em 2020

De acordo com levantamento feito pelo Markets Insider, a cotação do dólar no Brasil chegou a R$ 5,74 em outubro, alta de 42,8% em comparação com o início do ano

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Reuters | Carolina Antunes/PR)
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247 - O real brasileiro foi a terceira moeda que mais desvalorizou no mundo, em outubro, à frente apenas de Zâmbia e Suriname. De acordo com levantamento feito pelo Markets Insider, a cotação chegou a R$ 5,74, alta de 42,8% em comparação com o início do ano. 

A moeda brasileira ficou atrás dólar do Surinama, que disparou 89,8%, e do Kwacha da Zâmbia, que subiu 46,4%, de acordo com estatísticas publicadas pelo site Poder360

A crise provocada pela pandemia do coronavírus e a proximidade da eleição presidencial dos Estados Unidos, na próxima terça-feira (3), são alguns dos fatores que explicam a alta do dólar frente ao real. 

O governo Jair Bolsonaro também não conseguiu atrair investidores, que não veem demanda no Brasil. Aliados já teriam defendido um processo para demitir Paulo Guedes do Ministério da Economia. A pasta prevê, ainda, que a dívida bruta do governo representará mais de 100% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025.

O País teve em 2020 a maior fuga de capitais de sua história. Os dados do fluxo cambial mostraram a saída de US$ 15,2 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, sendo o pior resultado desde 1982.

Após o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, implantou-se no País uma agenda baseada no corte de direitos e investimentos, com o objetivo de abrir espaço para o setor privado. 

Com a aprovação da reforma trabalhista, no governo Michel Temer, apoiado por Bolsonaro, empresas passaram a ter mais liberdade para contratos temporários de trabalho e corte de encargos trabalhistas. 

O baixo poder aquisitivo de consumo decorrente da insegurança jurídica e financeira da população não gerou demanda para a iniciativa privada investir, derrubando a tese de que essas organizações empresariais retomariam o crescimento. Atualmente são mais de 13 milhões de desempregados no Brasil, conforme números oficiais. 

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