Economia chinesa cresce 2,3% em 2020, ano da pandemia

A China foi o primeiro país a ser atingido pela pandemia do novo coronavírus, ainda no final de 2019. O país respondeu com fortes regras sanitárias e de restrições sociais, chegando a testar a população inteira de grandes metrópoles

(Foto: China Daily/REUTERS)
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Sputnik – Em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 2,3%, segundo as estatísticas oficiais do governo chinês.

Apesar da cifra positiva, o crescimento chinês teve desaceleração recorde. A alta de 2,3% foi o valor mais baixo dos últimos 40 anos, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês). Em 2019, a economia chinesa cresceu 6%.

"De acordo com estimativas preliminares, o PIB da China em termos anuais em 2020 foi de 101,598 trilhões de yuans [cerca de R$ 82,96 trilhões], um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado", diz o relatório do NBS.

O PIB da China cresceu 6,5% no quarto trimestre de 2020, em meio a uma melhoria da situação epidemiológica, acrescentou o NBS.

O avanço no último trimestre impulsionou a economia chinesa. De acordo com o departamento de estatísticas chinês, a economia da China cresceu apenas 0,7% nos três primeiros trimestres de 2020. No primeiro trimestre, houve um recuo de 6,8% e no segundo trimestre um crescimento de 3,2%. Já o terceiro trimestre da economia chinesa teve 4,9% de crescimento.

O avanço da economia chinesa em 2020 supera previsões anteriores do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projetava que a economia chinesa fosse crescer ligeiramente menos, 1,9%. Segundo os dados do FMI, a China será a única economia com PIB superior a um trilhão de dólares a registrar crescimento no ano de 2020. Os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, por exemplo, devem ter quedas em suas economias de -4,1%, -6,0% e -9,8%, respectivamente, ainda segundo o FMI.

A China foi o primeiro país a ser atingido pela pandemia do novo coronavírus, ainda no final de 2019. O país respondeu com fortes regras sanitárias e de restrições sociais, chegando a testar a população inteira de grandes metrópoles. A pandemia, porém, atingiu com mais força as grandes economias do mundo. É o caso dos países da União Europeia (UE) e dos EUA, sendo que este último registra os piores números absolutos de mortes e casos da doença, com quase 400 mil mortos até agora.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, a China registra hoje 97.939 casos de COVID-19 e 4.797 mortes causadas pela doença.

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