Economia global está se recuperando, mas perde força em países com altas taxas de infecção, diz chefe do FMI

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), alertou que apesar dos sinais de melhoria, o caminho à frente é “difícil e sujeito a contratempos”

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI (Foto: EFE)
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Reuters - A economia global está se recuperando do ápice da crise do coronavírus, mas há sinais de desaceleração do ritmo em países com ressurgimento das taxas de infecção, afirmou o Fundo Monetário Internacional em novo relatório para as principais economias do G20.

O relatório, divulgado antes das reuniões virtuais desta semana de autoridades financeiras e líderes do Grupo dos 20, ressaltou a natureza desigual da recuperação global e alertou que a crise provavelmente deixará cicatrizes profundas e desiguais.

Em uma postagem separada em blog, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, elogiou o que chamou de progresso significativo no desenvolvimento de vacinas para eliminar um vírus que já ceifou mais de um milhão de vidas em todo o mundo e resultou em dezenas de milhões de empregos perdidos.

Mas ela advertiu que o caminho econômico à frente continua “difícil e sujeito a contratempos”.

O FMI projetou no mês passado uma contração global de 4,4% em 2020, com a economia global devendo se recuperar para um crescimento de 5,2% em 2021, mas disse que as perspectivas para muitos mercados emergentes pioraram.

Georgieva disse que os dados recebidos desde a previsão confirmaram uma recuperação contínua, com os Estados Unidos e outras economias avançadas relatando uma atividade econômica mais forte do que o esperado no terceiro trimestre.

Mas ela disse que dados mais recentes para setores de serviços com contato intenso apontam para um ritmo de desaceleração nas economias onde a pandemia está ressurgindo.

Embora os gastos fiscais de quase 12 trilhões de dólares e as políticas monetárias tenham evitado resultados ainda piores, a pobreza e a desigualdade estão aumentando, e mais apoio é necessário, disse o FMI.

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