Economistas elevam projeção para inflação

Aumento de impostos sobre os combustíveis e expectativas pela revisão da meta fiscal pelo governo fizeram com que os economistas do mercado alterassem suas projeções para a inflação ao final deste ano; conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA saltou de 3,45% para 3,50% em 2017

Aumento de impostos sobre os combustíveis e expectativas pela revisão da meta fiscal pelo governo fizeram com que os economistas do mercado alterassem suas projeções para a inflação ao final deste ano; conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA saltou de 3,45% para 3,50% em 2017
Aumento de impostos sobre os combustíveis e expectativas pela revisão da meta fiscal pelo governo fizeram com que os economistas do mercado alterassem suas projeções para a inflação ao final deste ano; conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA saltou de 3,45% para 3,50% em 2017 (Foto: Aquiles Lins)

Infomoney - O pano de fundo do aumento de impostos sobre os combustíveis e expectativas pela revisão da meta fiscal pelo governo fizeram com que os economistas do mercado alterassem suas projeções para a inflação ao final deste ano. Conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) saltou de 3,45% para 3,50% em 2017, mas se manteve em 4,20% no ano seguinte.

Do lado do PIB (Produto Interno Bruto), no entanto, não houve alteração nas estimativas: crescimento de 0,34% neste ano e de 2% no ano seguinte. Da mesma forma, as projeções para a Selic -- a taxa básica de juros -- seguiram apontando para 7,5% nos dois períodos. Manutenção das apostas também foi vista no câmbio, com a mediana dos economistas consultados pelo BC esperando o dólar a R$ 3,25 ao final de 2017 e a R$ 3,40 ao final do ano seguinte.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o chamado "top 5" --, no cenário de curto prazo, houve uma forte revisão para a inflação oficial, que saltou de 3,09% para 3,49% em 2017 e de 3,98% para 4,20% no ano seguinte. Do lado do câmbio, as expectativas para o dólar caíram sensivelmente, de R$ 3,35 para R$ 3,25 e de R$ 3,50 para R$ 3,35, respectivamente. As expectativas para a Selic foram revistas de 7,38% para 7,50% neste ano e se mantiveram em 7,50% no ano seguinte.

No cenário de médio prazo, as expectativas para o IPCA subiram de 3,31% para 3,38% em 2017 e caíram de 4,06% para 4% em 2018. Do lado do câmbio, as expectativas apontam para um dólar um pouco mais baixo do que anteriormente se esperou: de R$ 3,40 para R$ 3,30 neste ano e de R$ 3,50 para R$ 3,45 em 2018. Para a Selic, tudo continuo em 7,25%.

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