Eduardo Moreira: os ricos adoram falar de livre mercado, mas odeiam competição

Em debate na TV 247 com o professor Luiz Gongaza Belluzzo, o engenheiro e escritor falou sobre a crise global e criticou a postura da classe empresarial que, segundo ele, prega o capitalismo desenfreado mas recorre sempre ao Estado para dar conta de eventuais prejuízos. Assista

247 - O engenheiro e escritor Eduardo Moreira participou de um debate com o professor Luiz Gonzaga Belluzzo sobre crise global na TV 247 e traçou um diagnóstico dos mercados. Para ele, o mundo sofre com a ressaca de uma alavancagem “inconsequente” feita há alguns anos. Eduardo Moreira também criticou a classe empresarial por pregar o capitalismo desenfreado.

As recentes crises, segundo Moreira, têm origem em um impulso do mercado financeiro, classificou por ele como “inconsequente”. “Todas as últimas grandes crises que a gente teve, que foram geradas no mercado financeiro por uma alavancagem absolutamente inconsequente e irresponsável, foram sanadas pelo Estado, ou seja, você teve uma transferência dos títulos podres do balanço do privado para o público”. 

Eduardo Moreira, que também dá cursos de educação financeira, ainda explicou sua concepção sobre o mercado ser capitalista e socialista ao mesmo tempo e criticou os defensores mais radicais do capitalismo. “Por isso eu gosto muito de usar a seguinte frase: é um sistema capitalista para os ganhos e socialista para as perdas, é um sistema no qual as pessoas mais ricas adoram falar de livre mercado mas odeiam que surjam novas possibilidades das pessoas competirem com as empresas deles. Eles adoram falar e empresas tendo o lucro que for, mas quando eles têm prejuízo querem arrumar alguma maneira de dividir esse prejuízo com o Estado, o que nada mais é do que dividir com todos nós”. 

“Isso é um dado muito importante, as pessoas que defendem esse capitalismo sem limites, sem fronteiras e com livre competição são as mesmas pessoas que recorrem ao Estado quando eles têm algum tipo de problema para se manterem vivos e, depois de passada a crise, voltar a fazer exatamente as mesmas coisas”, completou. 

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