Eike reduz projeções e OGX cai 30% na Bolsa

Mercado reage negativamente à notícia da empresa de Eike Batista, que informou ontem que reduziria a produção inicial de petróleo em cada um dos dois poços no campo de Tubarão Azul para 5 mil barris/dia; bancos estrangeiros, como Merrill Lynch e JP Morgan, já traçam cenário negativo para a companhia

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Eike reduz projeções e OGX cai 30% na Bolsa (Foto: Edição/247)


247 – A OGX Petróleo, do empresário Eike Batista, está sofrendo no mercado as consequências de um anúncio feito por meio de nota nesta terça-feira 26. A empresa definiu a vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia para cada um dos dois poços do Campo de Tubarão Azul (antigo Waimea). Além disso, a companhia de petróleo e gás reafirmou sua confiança na recuperação dos 110 milhões de barris de óleo equivalente na região. Por conta da notícia, as ações da OGX caem quase 30% no pregão desta quarta-feira.

Em maio, o presidente da OGX, Paulo Mendonça, havia dito que a produção de petróleo da empresa deveria atingir entre 40 mil e 50 mil barris diários no segundo trimestre de 2013. A definição desta terça-feira acontece cerca de cinco meses após o início do teste de longa duração (TDL) no campo, no qual os poços OGX-26HP e OGX-68HP foram testados com vazões de 4 a 18 mil barris de óleo equivalente por dia.

Segundo a OGX, nos próximos 12 meses mais dois poços produtores e dois poços de injeção de água serão ligados à plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) OSX-1, com o objetivo de elevar a produção do campo de Tubarão Azul.

Leia abaixo reportagem do site de finanças Infomoney:

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Bancos estrangeiros criticam OGX e traçam cenário incerto para empresa

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O "x" nas empresas de Eike Batista faz menção ao sinal da multiplicação, mas nesta quarta-feira (27) a letra poderia ser substituída por uma barra, simbolizando a divisão. Isso porque as ações da OGX Petróleo (OGXP3) despencam mais de 25% neste pregão, arrastando o desempenho das outras empresas do grupo também para uma forte queda. Às 12h50, caíam exatamente 27,72%, ao valor de R$ 6,05.

Os péssimos resultados foram registrados pós a empresa revelar que a produção inicial em cada um dos dois poços no campo de Tubarão Azul será de cinco mil barris de óleo equivalente por dia, não só os investidores, mas as casas de research também reagiram negativamente.

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Estrangeiros criticam OGX

Além do Bank of America Merrill Lynch, JP Morgan, UBS e Deutsche Bank também já traçam um cenário negativo para a empresa. A meta anterior era três vezes maior, de 15 mil barris, relembra a equipe de análise da JP Morgan. O nível é inferior até que o último anúncio de volume reportado da empresa, de 8,5 mil, completa.

Já os analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca, do Deutsche, lembram que em setembro a OGX chegou a indicar um nível de 20 mil barris por dia, com um potencial de melhora durante a fase de desenvolvimento. Desde então, os fluxos de produção foram sendo revelados - a taxas inferiores - e o mercado foi ajustando as expectativas, mas ainda assim o comunicado é decepcionante, escrevem.

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Confiança em risco

A equipe do banco alemão complementa que vê um risco sobre suas estimativas de volume recuperável, além de que tal anúncio torna a meta de produção da petrolífera como algo ainda mais difícil de ser alcançada.

"Tais volumes criam alta incerteza sobre o potencial de recuperação de petróleo da companhia, assim como o potencial máximo de volume em seus sistemas de produção. Adicionalmente, tal anúncio provavelmente prejudicará a confiança do investidor, já afetada pela recente sequência de perdas de guidance", afirma a equipe do JP.

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Produção ainda depende de mais detalhes

No entanto, os analistas do JP Morgan alertam que ainda é preciso aguardar pelo processo de injeção de água nos poços, quando serão conhecidos os números definitivos de produção. Dependendo da resposta, o impacto sobre o valor líquido dos ativos pode ser de até 70%, sendo no mínimo 10%.

O UBS diz que isso é mais um fato negativo, em um momento no qual os ativos menos arriscados mostraram valer a metade do que era previsto nos modelos do banco suíço. Portanto, a equipe do banco diz se sentir ainda menos confortável com o valor dos ativos mais arriscados e anunciou que irá revisar sua metodologia.

Preferência por Queiroz Galvão

A decepção foi tanta que a equipe do UBS mostra preferência pelo investimento na Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3), cujas ações despencam 58% no ano, por ter um perfil de prêmio de risco melhor, após o anúncio colocar mais risco sobre o valuation da OGX.

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