Em cultos, Meirelles prega austeridade

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles vem se aproximando do eleitorado evangélico, como mostra a divulgação de um vídeo no qual ele pedia "orações pela economia"; o ministro acha interessante a mensagem propagada pela Assembleia de Deus de "só se gastar o que se ganha", como um reforço ao discurso da austeridade; o ministro, que projeta um crescimento de 3% para o PIB brasileiro em 2018, nega que será candidato

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante conferência em Brasília, Brasil 23/8/2017 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante conferência em Brasília, Brasil 23/8/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Charles Nisz)

247 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem pregando austeridade em eventos da Assembleia de Deus nos últimos meses. No mês passado, o caso ganhou notoriedade após Meirelles ter gravado um vídeo dirigido a pastores evangélicos pedindo orações pela economia - a gravação circulou em grupos no Whatsapp. "Preciso da oração de todos”, disse Meirelles na gravação. 

Meirelles acredita que os apelos deram certo e prepara uma revisão dos números da economia para 2017 e 2018. Meirelles diz ter se aproximado da Assembleia de Deus porque a igreja “compartilha da mesma mensagem de gastar só o que se ganha” na doutrinação a seus fiéis. A igreja reúne um terço dos 29% de evangélicos brasileiros -  ou seja, 10% do eleitorado nacional.  

O ministro nega que será candidato à Presidência: "Não sou candidato. Sou ministro da Fazenda. Não perco tempo pensando em hipóteses". Mas não nega que o contato com parlamentares é "intenso". Para ele, a liderança de Lula nas pesquisas reflete a "lembrança do período em que ele governou, que foi o período de crescimento, por fatores diversos".

Com fé, Meirelles aposta em um crescimento de 3% para a economia brasileira em 2018. Para o ministro, o crescimento da economia para o ano que vem está atrelado a aprovação de reformas como a da Previdência. De acordo com Meirelles, a Reforma deveria ser aprovada ainda em 2018 para não atrapalhar o início do próximo governo, em 2019.

Conheça a TV 247

Mais de Economia

Ao vivo na TV 247 Youtube 247