Em plena crise, Caixa quer dar 37% de aumento para vice-presidentes

Em meio a escândalo e da crise do País, Caixa tenta ampliar remuneração total dos 12 executivos no cargo; medida precisa do aval da Fazenda e pode fazer salários chegarem a R$ 87.398, no momento em que banco cogita aporte de R$ 15 bi do FGTS; último reajuste dos bancários foi de 2,75%

Em plena crise, Caixa quer dar 37% de aumento para vice-presidentes
Em plena crise, Caixa quer dar 37% de aumento para vice-presidentes (Foto: © Pilar Olivares / Reuters)

247 - A Caixa prevê aumentar em 37% o salário anual de seus vice-presidentes em 2018. A remuneração total de cada um dos 12 executivos pode chegar a R$ 87.398,94 mensais, se acumulados os limites máximos dos honorários, mais ganhos por metas e desempenho pessoal – que são variáveis – e benefícios. Era de R$ 63.548,63 no ano anterior. O último reajuste dos bancários foi de 2,75%, um pouco abaixo da inflação do ano passado, que foi de 2,95%.

O plano do banco de aumentar a remuneração dos vice-presidentes coincide com um momento complicado para a instituição financeira. Nesta semana, quatro executivos foram afastados por suspeita de corrupção e outras irregularidades. Depois de anos como líder na concessão de crédito no País, a Caixa precisa de dinheiro para não descumprir regras bancárias internacionais. O banco contava com um aporte de R$ 15 bilhões do FGTS para se adequar – o que não deve ocorrer depois do escândalo envolvendo os executivos.

Os quatro vice-presidentes afastados são acusados de vazamento de informações privilegiadas para políticos sobre o andamento de pedidos de empréstimos e também de negociar cargo em uma estatal como moeda de troca para liberação de crédito. Os cargos de vice-presidentes na Caixa costumam entrar no rol de negociações do governo com a base aliada em busca de apoio.

As informações são de reportagem de Carla Araújo, Murilo Rodrigues Alves e Felipe Frazão no Estado de S.Paulo.

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