Empregos com carteira assinada priorizam contratação de homens

O País gerou 107 mil vagas com carteira assinada para homens de março a novembro e para o público feminino foram fechados 220,4 mil empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - As mulheres, que já tinham menos espaço no mercado, perderam ainda mais postos de trabalho durante a pandemia do coronavírus. O País gerou 107,5 mil vagas com carteira assinada para homens de março a novembro e para o público feminino foram fechados 220,4 mil empregos formais. O Brasil teve um saldo negativo de 112,9 mil empregos na pandemia. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em fevereiro, as mulheres representavam 40,75% dos contratos com carteira assinada e os homens, 59,25%. A proporção aumentou nesta pandemia: as mulheres foram 47% dos desligamentos e os homens, 53%. As estatísticas foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com nota do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, "os setores com maior participação de mulheres [como comércio e serviços] foram mais afetados pelo fechamento de postos de trabalho, em decorrência das medidas de distanciamento social para a prevenção de contágio".

Os homens são maioria no mercado formal da construção e agropecuária, que se mantiveram quase estáveis na crise do coronavírus. Na indústria, outro setor que eles lideram, houve um tombo, mas a recuperação foi rápida.

O Brasil fechou 1,6 milhão de postos de trabalho nos primeiros meses da pandemia. Em novembro, a taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,2%, recorde desde o início da série histórica. Ao todo, 14 milhões de pessoas estão sem emprego no País, mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro, eram 13,8 milhões de desempregados, 14,1%.

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