Equador é o 3º país a proibir obras públicas com a Odebrecht

A Justiça do Equador proibiu instituições públicas do país de firmar contratos com a Odebrecht; medida, de caráter preventivo, valerá pelo menos durante as investigações do Ministério Público local sobre esquema de corrupção envolvendo a empreiteira e o governo equatoriano; com a decisão, o Equador é o terceiro país a adotar sanções contra a Odebrecht e pode dificultar o cenário de recuperação financeira do grupo; na semana passada, Panamá e Peru também anunciaram medidas contra a empreiteira brasileira

Sede Odebrecht
Sede Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - A Justiça do Equador proibiu instituições públicas do país de firmar contratos com a Odebrecht. A medida, de caráter preventivo, valerá pelo menos durante as investigações do Ministério Público local sobre esquema de corrupção envolvendo a empreiteira e o governo equatoriano. Com a decisão, o Equador é o terceiro país a adotar sanções contra a Odebrecht e pode dificultar o cenário de recuperação financeira do grupo. Na semana passada, Panamá e Peru também anunciaram medidas contra a empreiteira brasileira. 

As informações são do Estado e S.Paulo. 

"Para se ter uma dimensão da importância dos contratos internacionais da empresa, as obras no exterior representam 80% do faturamento da construtora, que responde por um terço do faturamento total do grupo.

Segundo pessoas ligadas à empresa, a Odebrecht foi pega de surpresa com o grau de detalhamento do documento divulgado pelo Departamento de Justiça americano (DoJ), quando foi fechado o acordo de leniência com os Estados Unidos. A divulgação da lista dos 12 países delatados pela Odebrecht e detalhamento dos pagamentos de propina teria atrapalhado a estratégia que era a de avisar os governos e fechar acordos de colaboração antes que os assuntos viessem à tona. No Equador, por exemplo, o relatório dizia que a construtora é suspeita de pagar US$ 33,5 milhões em propinas, entre 2007 e 2016, para obter contratos de US$ 116 milhões.

A estratégia, no entanto, não mudou e a ideia é fazer acordos específicos com os países. No Peru, onde as investigações sobre corrupção em contratos com empreiteiras brasileiras estão avançadas, as conversas também já estariam adiantadas."

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