Era Temer agora destrói livrarias

Com Temer no poder, 2016 foi um ano terrível para as livrarias brasileiras: a comercialização de livros no País recuou 8,9%, comprometendo a rentabilidade de editoras e, principalmente, de livrarias; enquanto os produtores de livros sofreram com o cenário macroeconômico, o varejo tradicional teve de lidar também com a migração do cliente para as vendas online e com a chegada de uma poderosa concorrente: a americana Amazon

livraria, livros
livraria, livros (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A venda de livros no Brasil, que já não era fácil, ficou ainda pior em um ano de recessão recorde da administração de Michel Temer. Em 2016, a comercialização de livros no País recuou 8,9%, comprometendo a rentabilidade de editoras e, principalmente, de livrarias. Enquanto os produtores de livros sofreram com o cenário macroeconômico, o varejo tradicional teve de lidar também com a migração do cliente para as vendas online e com a chegada de uma poderosa concorrente: a americana Amazon.

As informações são de reportagem de Fernando Scheller e Luciana Dyniewicz na Folha de S.Paulo.

"O resultado foi um baque nas contas das grandes livrarias, que empreenderam uma forte expansão nos últimos anos, incentivadas pelas empresas de shopping centers, que viam as megastores culturais como 'âncoras' de seus centros comerciais. 'Muitas redes cresceram de forma desordenada e fora das regiões onde tinham público cativo, nem sempre com bons resultados', disse uma fonte de mercado.

A dificuldade de repasse da inflação para os preços é um dos pontos de estresse do setor. 'Meu livro mais ‘pop’ de 2008 tinha preço de capa de R$ 29,90. No ano passado, minha grande aposta custava, novamente, R$ 29,90”, compara uma fonte de uma grande editora nacional. O valor médio por obra hoje é de R$ 38,66. Embora tenha havido uma reposição de 15% nos últimos dois anos, o desconto médio aplicado pelo varejo é de 17,9%, o que faz o preço médio real ser de R$ 31,74. 'Os custos cresceram, mas a receita do setor não acompanhou, diz Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Em dois anos, a Livraria Cultura viu sua receita cair 17%. Um dos grandes vilões da operação da empresa foi a aposta em uma loja no centro do Rio de Janeiro, dizem fontes do mercado editorial. Ao Estado, o presidente da Cultura, Sergio Herz, admitiu que a unidade traz desafios, em grande parte por sofrer com a retração de vendas decorrente da situação econômica do Rio e com os protestos que costumam ser realizados na região, próxima à Câmara Municipal."

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