Estamos no processo final de negociação com a Boeing, diz Embraer

O presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse que a empresa brasileira está no processo final de negociação de um acordo com a Boeing; o executivo disse não poder adiantar detalhes do entendimento; “a questão é muito complexa”, afirmou; Temer autorizou a incorporação da Embraer pela Boeing

Estamos no processo final de negociação com a Boeing, diz Embraer
Estamos no processo final de negociação com a Boeing, diz Embraer

247 - O presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse que a empresa brasileira está no processo final de negociação de um acordo com a Boeing. O executivo disse não poder adiantar detalhes do entendimento. “A questão é muito complexa”, afirmou.

Após meses de negociações e muita polêmica envolvendo a soberania nacional e questões sensíveis do terreno diplomático e comercial, o governo brasileiro deu aval ao prosseguimento do acordo entre a americana Boeing e a brasileira Embraer. As duas fabricantes de aviões devem formalizar nos próximos dias um memorando com os detalhes da criação de uma terceira empresa, que absorverá a linha de aviação regional da brasileira.

O controle da nova empresa será 80% americano, e 20%, brasileiro. Seu conselho, segundo informações obtidas junto às partes, terá presença de brasileiros. O negócio ainda não está certo. Terá de ser informado ao governo, que procederá auditorias que podem levar de três a quatro meses. Depois, se o processo avançar, o Conselho de Administração da empresa precisa ser consultado, e pela presença da União nele com uma ação com direito a veto, haverá um mês pela deliberação final.

“As negociações estão travadas, e houve o temor no governo de que as objeções colocadas impedissem o negócio e dessem ares ideológicos ao imbróglio. O próprio presidente Michel Temer já disse que não perderia a “Embraer nacional”, e o presidenciável Ciro Gomes falou em “retoma-lá” caso fosse vendida.

Há muito de teatro, pois a maioria controle da Embraer está na mão de fundos estrangeiros. O que o governo tem é uma ação preferencial que lhe dá poder de vetar negócios, herança da privatização da ex-estatal em 1994.”

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