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Etanol não está na mesa de negociação, diz Silveira sobre tarifaço dos EUA

Ministro afirma que prioridade é defender a soberania brasileira diante da ameaça de novas tarifas dos EUA

Etanol não está na mesa de negociação, diz Silveira sobre tarifaço dos EUA (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou nesta terça-feira (9) que o etanol brasileiro esteja entre os temas discutidos nas negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos nacionais. 

Após participar da cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Estatuto da Segurança Privada, no Palácio do Planalto, Silveira foi questionado sobre a possibilidade de o combustível integrar as tratativas com Washington. O ministro rejeitou essa hipótese e afirmou que a prioridade do governo brasileiro é preservar os interesses nacionais. “Não, não está. Com os Estados Unidos, queremos apenas defender a soberania do Brasil”, disse Silveira, de acordo com o Metrópoles.

Declaração diverge de posição da equipe econômica

A manifestação de Silveira ocorreu poucas horas após uma entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao UOL. Na ocasião, o integrante da equipe econômica afirmou que o governo federal prepara uma nova rodada de negociações com autoridades estadunidenses e admitiu a possibilidade de conversas envolvendo setores específicos das economias dos dois países.

Segundo Durigan, temas como o etanol e os serviços de tecnologia em nuvem dos Estados Unidos poderiam ser discutidos juntamente com interesses brasileiros relacionados ao açúcar e à indústria aeronáutica.

O ministro também informou que uma reunião virtual deve ocorrer nos próximos dias entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

“A próxima reunião é para tratar das tarifas entre o ministro Márcio Elias Rosa e o Greer. Eu devo estar presente, devo acompanhar. E, a depender de como essa reunião acontecer, eu não teria problema nenhum em fazer reuniões subsequentes com Scott Bessent (secretário do Tesouro dos Estados Unidos), com outros interlocutores dos Estados Unidos”, afirmou Durigan.

EUA estudam novas tarifas contra produtos brasileiros

As negociações acontecem em meio à ameaça de novas medidas comerciais por parte do governo dos Estados Unidos. Washington avalia a aplicação de duas sobretaxas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

A primeira delas prevê uma tarifa adicional de 25%, baseada em conclusões de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão apontou supostas práticas consideradas “irrazoáveis” por parte do Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Além disso, o governo estadunidense analisa uma segunda sobretaxa de 12,5%. Nesse caso, a justificativa apresentada é a alegação de que o Brasil não teria adotado medidas legais suficientes para impedir a importação de produtos manufaturados com utilização de trabalho forçado.

A investigação relacionada ao trabalho forçado envolve cerca de 60 países e integra um conjunto mais amplo de avaliações conduzidas pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais e trabalhistas de seus parceiros internacionais.

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