EUA: por apoio para entrar na OCDE, Brasil deve deixar lista de beneficiários da OMC

Os EUA querem que o Brasil deixe a lista de países de tratamento especial e diferenciado da OMC em troca do apoio norte-americano à entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse o ministro da Economia, Paulo Guedes;  proposta foi feita ao governo brasileiro pelo representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer; alinhamento do Brasil aos interesses do EUA vem se mostrando cada vez inócuo para a economia brasileira

EUA: por apoio para entrar na OCDE, Brasil deve deixar lista de beneficiários da OMC
EUA: por apoio para entrar na OCDE, Brasil deve deixar lista de beneficiários da OMC (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Lisandra Paraguassu, Reuters - Os Estados Unidos querem que o Brasil deixe a lista de países de tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio norte-americano à entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A proposta foi feita ao governo brasileiro pelo representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, em uma reunião na segunda-feira.

A lista de países de tratamento especial e diferenciado da OMC, em que os países se autodenominam, dá vantagens especiais como mais tempo para cumprir acordos e outras flexibilidades.

Contrário à lista, o governo norte-americano quer terminar com o modelo, do qual o Brasil participa até hoje, e quer ajuda do governo brasileiro.

Segundo Guedes, Lighthizer disse que o Brasil precisa entender que para entrar na OCDE teria que deixar a lista de países de tratamento diferenciado.

"Não tem troca, ele que está fazendo essa demanda", disse Guedes.

Pelo menos dois países membros da OCDE, Coreia do Sul e Turquia, estão na lista de países com tratamento diferenciado.

De acordo com uma fonte que acompanha essas negociações, a questão do governo norte-americano com o Brasil é mais complexa.

"Eles não querem que o Brasil entre por motivos que não sabemos. Cada vez que resolvemos uma questão que levantamos eles criam outro problema", disse a fonte.

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