Ex-genro de FHC diz que pré-sal tem pouco valor

Para o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo David Zylbersztajn, "a janela para o pré-sal fechou"; entusiasta da abertura da exploração para empresas estrangeiras, o especialista da área de energia acredita que a era do "ouro negro" está ficando para trás; sobre a crise no Estado do Rio de Janeiro, ele avalia que "o dinheiro [do petróleo] caiu do céu e foi mal aplicado", sem investimento em políticas públicas

Para o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo David Zylbersztajn, "a janela para o pré-sal fechou"; entusiasta da abertura da exploração para empresas estrangeiras, o especialista da área de energia acredita que a era do "ouro negro" está ficando para trás; sobre a crise no Estado do Rio de Janeiro, ele avalia que "o dinheiro [do petróleo] caiu do céu e foi mal aplicado", sem investimento em políticas públicas
Para o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo David Zylbersztajn, "a janela para o pré-sal fechou"; entusiasta da abertura da exploração para empresas estrangeiras, o especialista da área de energia acredita que a era do "ouro negro" está ficando para trás; sobre a crise no Estado do Rio de Janeiro, ele avalia que "o dinheiro [do petróleo] caiu do céu e foi mal aplicado", sem investimento em políticas públicas (Foto: Gisele Federicce)

247 - Especialista na área de energia, David Zylbersztajn, ex-genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acredita que a era do "ouro negro" está ficando para trás. Hoje isso "é uma bobagem sem tamanho", diz ele.

Primeiro diretor da Agência Nacional de Petróleo, criada em 1998, o doutor em economia energética afirma, em entrevista à revista Época, que "a janela para o pré-sal fechou". Zylbersztajn é um entusiasta da abertura da exploração do pré-sal para empresas estrangeiras.

Ele acredita que "o petróleo pode até crescer em produção, mas em valor não vai crescer mais". "Acho que a era do petróleo vai acabar antes de o petróleo acabar fisicamente. Hoje, eu diria que ele é um inimigo a ser abatido", afirma.

Sobre a grave crise no Estado do Rio de Janeiro, ele avalia que "o dinheiro [do petróleo] caiu do céu e foi mal aplicado", sem investimento em políticas que "teriam impactos permanentes para as gerações futuras", como a educação. O principal erro, diz ele, "foi achar que aquela mesada não iria acabar nunca".

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