Ex-presidente da Caixa contesta críticas de Arminio

Em artigo, Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006), e Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, contrariam declarações do economista Arminio Fraga, guru de Aécio Neves: “Mesmo após a crise, a demanda interna forte e o baixo desemprego se mantiveram graças menor vulnerabilidade do país e à adoção de políticas anticíclicas. E, contrariamente ao pretenso "preconceito ideológico com o investimento", entre 2004 e 2013 as taxas de crescimento do investimento foram sistematicamente mais altas do que do PIB”

Em artigo, Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006), e Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, contrariam declarações do economista Arminio Fraga, guru de Aécio Neves: “Mesmo após a crise, a demanda interna forte e o baixo desemprego se mantiveram graças menor vulnerabilidade do país e à adoção de políticas anticíclicas. E, contrariamente ao pretenso "preconceito ideológico com o investimento", entre 2004 e 2013 as taxas de crescimento do investimento foram sistematicamente mais altas do que do PIB”
Em artigo, Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006), e Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, contrariam declarações do economista Arminio Fraga, guru de Aécio Neves: “Mesmo após a crise, a demanda interna forte e o baixo desemprego se mantiveram graças menor vulnerabilidade do país e à adoção de políticas anticíclicas. E, contrariamente ao pretenso "preconceito ideológico com o investimento", entre 2004 e 2013 as taxas de crescimento do investimento foram sistematicamente mais altas do que do PIB” (Foto: Roberta Namour)

247 – Ex-presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, rebateu as declarações do economista Arminio Fraga, guru de Aécio Neves. Em artigo escrito com Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, ele diz que, contrariamente ao pretenso "preconceito ideológico com o investimento", entre 2004 e 2013 as taxas de crescimento do investimento foram sistematicamente mais altas do que do PIB’. 

Leia trecho:

Jorge Mattoso e Pedro Rossi: Arminio Fraga e a distribuição de renda

Se em um bom debate não se pode desqualificar o adversário, tampouco se pode insinuar que as políticas econômicas são temas técnicos 
Em artigo publicado nesta seção, Arminio Fraga, assessor do candidato do PSDB Presidência da República, apontou "mitos do discurso econômico do PT", apelou pela melhoria do debate público e concluiu que "o populismo e a mentira são inimigos da democracia e da boa política". Mas o pedido vem em texto que desenvolve temas econômicos não triviais em poucos parágrafos e faz uso da "retórica do espantalho", distorcendo e exagerando argumentos do adversário para torná-los mais facilmente refutáveis.

Por exemplo, Arminio diz que os petistas carregam um "preconceito ideológico com o investimento" e compartem a viso de que "basta estimular a demanda que o resto se resolve". Esse argumento estapafúrdio dificulta qualquer debate, mas, com boa vontade, podemos supor que ele se refere tese, de fundo keynesiano, de que a distribuição de renda pode favorecer um ciclo virtuoso de crescimento.

Essa ideia considera que o aumento do poder de compra da população mais pobre, por estimular a demanda, induz o investimento ao incentivar o aproveitamento de economias de escalas, sobretudo das empresas voltadas ao mercado interno.

Isso não é uma aposta irresponsável no consumo como motor do crescimento, tampouco minimiza as ações do lado da oferta, como as políticas industrial, educacional, de infraestrutura e de ciência e tecnologia. De 2004 até a crise de 2008, o Brasil viveu um ciclo virtuoso de crescimento com distribuição de renda, com vigorosa expansão do consumo.

Mesmo após a crise, a demanda interna forte e o baixo desemprego se mantiveram graças menor vulnerabilidade do país e à adoção de políticas anticíclicas. E, contrariamente ao pretenso "preconceito ideológico com o investimento", entre 2004 e 2013 as taxas de crescimento do investimento foram sistematicamente mais altas do que do PIB, exceto em 2009 e 2012 –a taxa de investimento foi de 16,4% do PIB em 2002 a 20,9% em 2013.

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