Executivos da BRF são proibidos de voltar à empresa depois de deixarem prisão

Os executivos da BRF libertados pela justiça na última sexta-feira não poderão reassumir seus cargos na empresa e devem se manter afastados de quaisquer unidades da empresa, inclusive laboratórios, informou o Ministério Público Federal; alegação é de que a permanência dos executivos nos cargos traria o risco de interferência em investigações ainda em curso

Agentes da Polícia Federal deixam sede da BRF, em Curitiba 05/03/2018 REUTERS/Geraldo Bubniak
Agentes da Polícia Federal deixam sede da BRF, em Curitiba 05/03/2018 REUTERS/Geraldo Bubniak (Foto: Gisele Federicce)
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Por Anthony Boadle, da Reuters - Os executivos da BRF libertados pela justiça na última sexta-feira não poderão reassumir seus cargos na empresa e devem se manter afastados de quaisquer unidades da empresa, inclusive laboratórios, informou no sábado o Ministério Público Federal.

O pedido de ações cautelares foi acatado pela Justiça sob a alegação de que a permanência dos executivos nos cargos traria o risco de interferência em investigações ainda em curso sobre as fraudes ocorridas na empresa nos processos de fiscalização sanitária.

O ex-presidente da BRF Pedro Faria, o ex-vice-presidente Helio dos Santos e outros quatro executivos foram libertados na sexta-feira, ao fim do período de cinco dias de prisão temporária.

As ações da BRF tiveram sua pior queda na história depois da prisão dos executivos, na última semana, na segunda etapa da operação Carne Fraca - batizada de operação Trapaça -, em que foi descoberto que a empresa fraudava resultados para a inspeção sanitária. Já em 2017 a empresa teve uma perda de 1,1 bilhão de reais, depois da primeira fase da operação.

Os principais acionistas da BRF tem pressionado por uma mudança completa na diretoria da empresa e o presidente do grupo, Abílio Diniz.

Tradução de Lisandra Paraguassu

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