Indicador da FGV: desemprego vai crescer ainda mais; economia de Guedes é um fiasco

Indicador Antecedente de Emprego, da FGV, que projeta o cenário do emprego no país, atingiu o pior nível desde maio. O indicador ficou abaixo da média histórica do período iniciado em junho de 2008, de 86,9 pontos e aponta: desemprego vai aumentar

(Foto: Carolina Antunes/PR | Reuters)
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(Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou queda em outubro, a seu menor nível desde maio deste ano, sinalizando a dificuldade de recuperação do mercado de trabalho, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,3 ponto em relação a setembro, chegando a 85,8 pontos. O indicador ficou abaixo da média histórica do período iniciado em junho de 2008, de 86,9 pontos, disse a FGV.

“Depois de tímidos avanços nos meses anteriores, o indicador voltou ao patamar de maio, reforçando a dificuldade de se obter uma reação mais robusta no mercado de trabalho”, explicou o economista da FGV Rodolpho Tobler em nota.

“Para os próximos meses, é possível que o indicador retorne ao caminho ascendente, mas ainda não há uma perspectiva de melhora mais expressiva.”

Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, subiu 0,1 ponto em outubro, para 93,0 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

“A combinação da virtual estabilidade registrada em outubro e a persistência do ICD em patamar elevado reforça a percepção de que a redução da taxa de desemprego continua ocorrendo de forma lenta e gradual”, completou Tobler.

A taxa de desemprego do Brasil fechou o terceiro trimestre em 11,8% com aumento no número de pessoas ocupadas, porém em um mercado de trabalho marcado por novo recorde da informalidade.

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