Fitch reafirma rating do Brasil em BB, com perspectiva negativa

Agência de classificação de risco Fitch reafirmou nesta sexta-feira, 11, a nota do Brasil em BB, com perspectiva negativa; da última vez em que alterou a nota soberana do país, em maio deste ano, o rating havia sido cortado de BB+ para BB, com perspectiva negativa; sobre perspectiva negativa, a agência credita ao "prolongado desequilíbrio fiscal e dinâmicas adversos das dívidas do governo"; "Apesar da redução recente das incertezas políticas, reveses na agenda fiscal do governo no Congresso não podem ser descartados"

Fitch reafirma rating do Brasil em BB, com perspectiva negativa
Fitch reafirma rating do Brasil em BB, com perspectiva negativa (Foto: JUSTIN LANE)

Do Infomoney - A Fitch reafirmou, nesta sexta-feira (11), o rating do Brasil em BB, com perspectiva negativa. Da última vez em que alterou a nota soberana do país, em maio deste ano, o rating havia sido cortado de BB+ para BB, com perspectiva negativa.

Segundo a agência de classificação de risco, a manutenção do rating no nível atual se justifica devido à diversidade da economia brasileira e da renda per capita relativamente alta. "A capacidade do país de absorver choques é fortalecida pela sua taxa de câmbio variável, robustas reservas internacionais, forte posição como credor de títulos soberanos e mercado doméstico de títulos profundo e desenvolvido", escreve a agência.

Já a perspectiva negativa se deve ao "prolongado desequilíbrio fiscal e dinâmicas adversos das dívidas do governo", além das incertezas quanto à implementação de medidas fiscais que melhores as perspectivas de estabilização da dívida. "Apesar da redução recente das incertezas políticas, reveses na agenda fiscal do governo no Congresso não podem ser descartados", afirma o comunicado publicado nesta sexta.

PIB

A agência de classificação de risco estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve cair 3,3% em 2016 e crescer 1,2% em 2017 e 2,2% em 2018. Esta projeção contempla um cenário de redução das incertezas políticas, recuperação dos preços dos ativos e da retomada dos da confiança de consumidores e empresário.

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