Fluxo cambial fecha 2015 positivo em US$ 9,414 bi

O Brasil registrou entrada líquida de 9,414 bilhões de dólares em 2015, o primeiro superávit em três anos; o bom resultado, anunciado pelo Banco Central, vem em um ano marcado pela forte alta do dólar em relação ao real, que torna produtos brasileiros mais baratos para compradores estrangeiros

Um funcionário de um banco conta notas de cem dólares na sede do banco em Seul. O dólar chegou a recuar 2 por cento nesta quinta-feira, à casa dos 2,26 reais, após pesquisa mostrar queda na aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff, num momento em
Um funcionário de um banco conta notas de cem dólares na sede do banco em Seul. O dólar chegou a recuar 2 por cento nesta quinta-feira, à casa dos 2,26 reais, após pesquisa mostrar queda na aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff, num momento em (Foto: Gisele Federicce)
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Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou entrada líquida de 9,414 bilhões de dólares em 2015, o primeiro superávit em três anos, com fortes entradas pela conta comercial mais do que compensando o terceiro déficit financeiro consecutivo.

Segundo dados do Banco Central, o Brasil registrou entrada líquida de 25,486 bilhões de dólares pela conta comercial, melhor desempenho desde 2011.

O bom resultado vem em um ano marcado pela forte alta do dólar em relação ao real, que torna produtos brasileiros mais baratos para compradores estrangeiros. A moeda norte-americana subiu 48,5 por cento em 2015, a maior apreciação em 13 anos.

Ainda assim, a conta financeira --por onde passam os investimentos estrangeiros diretos, em portfólio e outros-- terminou o ano negativa em 16,071 bilhões de dólares. O déficit vem mesmo com os juros básicos em 14,25 por cento, maior nível desde 2006.

Nos últimos três anos, o país perdeu 52,891 bilhões de dólares nessa rubrica. Só em dezembro, a conta financeira ficou negativa em 9,270 bilhões de dólares, mais de metade do déficit do ano.

Os mercados financeiros brasileiros sofreram forte instabilidade no ano passado, assustando investidores e incentivando a atuação do Banco Central e do Tesouro Nacional.

Atualmente, o BC administra um estoque de pouco mais de 100 bilhões de dólares em swaps cambiais, contratos equivalentes a venda futura de dólares, com o objetivo de fornecer proteção cambial aos agentes financeiros.

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