Folha elogia choque de Ilan contra inflação

"Mirar o centro da meta será fundamental para rebaixar as expectativas de inflação e viabilizar juros menores e sustentáveis no médio prazo. Há na atitude do BC uma tentativa de restaurar a credibilidade", diz editorial da Folha, de Otávio Frias Filho, publicado nesta quarta-feira, sobre a decisão de Ilan Goldfajn de buscar o centro da meta já em 2017, decisão que contribuiu para derrubar o dólar

"Mirar o centro da meta será fundamental para rebaixar as expectativas de inflação e viabilizar juros menores e sustentáveis no médio prazo. Há na atitude do BC uma tentativa de restaurar a credibilidade", diz editorial da Folha, de Otávio Frias Filho, publicado nesta quarta-feira, sobre a decisão de Ilan Goldfajn de buscar o centro da meta já em 2017, decisão que contribuiu para derrubar o dólar
"Mirar o centro da meta será fundamental para rebaixar as expectativas de inflação e viabilizar juros menores e sustentáveis no médio prazo. Há na atitude do BC uma tentativa de restaurar a credibilidade", diz editorial da Folha, de Otávio Frias Filho, publicado nesta quarta-feira, sobre a decisão de Ilan Goldfajn de buscar o centro da meta já em 2017, decisão que contribuiu para derrubar o dólar (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – A queda acentuada do dólar ontem, que atingiu seu menor valor em um ano, foi fruto da decisão do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de buscar o centro da meta de 4,5% já em 2017, mesmo ao custo da manutenção dos juros altos.

A decisão foi elogiada, nesta quarta-feira, no editorial BC ambicioso, da Folha de S. Paulo. "Havia basicamente dois caminhos: adiar para 2018 o compromisso de levar a inflação ao centro da meta (4,5%), a fim de muito em breve reduzir a taxa básica de juros, ou postergar os cortes na Selic, com vistas a obter a convergência dos preços já no ano que vem", diz o texto.

"O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, optou pela segunda via —em suas palavras, um objetivo ambicioso, porém crível. Mirar o centro da meta será fundamental para rebaixar as expectativas de inflação e viabilizar juros menores e sustentáveis no médio prazo. Há na atitude do BC uma tentativa de restaurar a credibilidade".

A decisão tem como consequência o adiamento da queda dos juros. "Tudo somado, o mais provável é que a Selic comece a ser reduzida mais para o final do ano, como é necessário. Apesar dos riscos, ensaia-se uma conjunção de fatores que, com alguma sorte, pode levar os juros a um dígito no médio prazo, de forma sustentável. Seria uma mudança expressiva no funcionamento da economia."

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