Fritura de Levy põe Dilma entre Meirelles e Tombini

A possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugerida pelo presidente do PT, Rui Falcão, coloca a presidente Dilma Rousseff diante de duas alternativas: uma delas é seguir o conselho do ex-presidente Lula e nomear para o cargo, com controle total sobre a economia, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles; a segunda hipótese seria promover para a Fazenda o sucessor de Meirelles, Alexandre Tombini; em entrevista neste domingo, Rui Falcão disse que Levy deve escolher entre mudar a política econômica, permitindo a volta do crédito, ou deixar o posto; com Meirelles, Dilma teria maior entusiasmo do mercado; com Tombini, maior controle na economia

A possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugerida pelo presidente do PT, Rui Falcão, coloca a presidente Dilma Rousseff diante de duas alternativas: uma delas é seguir o conselho do ex-presidente Lula e nomear para o cargo, com controle total sobre a economia, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles; a segunda hipótese seria promover para a Fazenda o sucessor de Meirelles, Alexandre Tombini; em entrevista neste domingo, Rui Falcão disse que Levy deve escolher entre mudar a política econômica, permitindo a volta do crédito, ou deixar o posto; com Meirelles, Dilma teria maior entusiasmo do mercado; com Tombini, maior controle na economia
A possível saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugerida pelo presidente do PT, Rui Falcão, coloca a presidente Dilma Rousseff diante de duas alternativas: uma delas é seguir o conselho do ex-presidente Lula e nomear para o cargo, com controle total sobre a economia, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles; a segunda hipótese seria promover para a Fazenda o sucessor de Meirelles, Alexandre Tombini; em entrevista neste domingo, Rui Falcão disse que Levy deve escolher entre mudar a política econômica, permitindo a volta do crédito, ou deixar o posto; com Meirelles, Dilma teria maior entusiasmo do mercado; com Tombini, maior controle na economia (Foto: Aline Lima)
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247 – A era Joaquim Levy na economia parece estar chegando ao fim. O ministro da Fazenda deve deixar o cargo no fim de 2015, depois de um ano marcado por forte recessão, com queda de 3% do PIB, inflação acima da meta e dificuldades imensas para levar adiante o ajuste fiscal, em razão da crise política que paralisa o Congresso Nacional. Isso sem falar nos impactos da Operação Lava Jato, que devastaram o setor de engenharia, óleo e gás.

Na última sexta-feira, em encontro com a presidente Dilma, Levy se queixou dos constantes rumores sobre sua saída e do ambiente de "fritura" permanente. No mesmo dia, por meio de nota, o Ministério da Fazenda garantiu sua permanência.

No entanto, neste domingo, o presidente do PT, Rui Falcão, foi categórico: ou Levy muda a política econômica ou abandona o cargo (leia aqui). Além disso, um dos seus maiores críticos tem sido ninguém menos do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A propósito, Lula já levou à presidente Dilma seu "nome dos sonhos" para a Fazenda: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que hoje comanda o Banco Original, do grupo JBS. Meirelles presidiu o BC durante os oito anos do governo Lula. Liderou a política de acumulação de reservas internacionais e de estabilidade econômica, que levou o Brasil à conquista do grau de investimento. No entanto, na virada do governo Lula para o governo Dilma, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conseguiu se impor – e Meirelles foi escanteado.

Lula aposta que sua volta, que ele já havia defendido em 2014, antes das eleições presidenciais, traria novamente o entusiasmo dos investidores e do mercado financeiro em relação ao Brasil. No entanto, nesta hipótese, Dilma abriria mão de comandar a área econômica, uma vez que Meirelles teria que ter carta branca. A segunda hipótese é a promoção de Alexandre Tombini, atual presidente do Banco Central, que tem a confiança da presidente Dilma. O que parece certo é que Levy dificilmente continuará no cargo em 2016.

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