Gabas: igualar trabalhador rural ao urbano é um absurdo

"O nosso sistema de aposentadoria é muito amplo. Nós temos que lembrar que o Brasil é um país extremamente desigual regionalmente, economicamente e socialmente", lembra o ex-ministro da Previdência Social do governo Dilma Rousseff, Carlos Eduardo Gabas; segundo ele, "é um absurdo" a reforma da Previdência do governo Michel Temer igualar o trabalhador rural e o urbano, colocando os dois com contribuição obrigatório de no mínimo 25 anos e idade mínima de 65 anos, inclusive para a mulher; assista

carlos eduardo gabas
carlos eduardo gabas (Foto: Ana Pupulin)
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247 - O ex-ministro da Previdência Social do governo Dilma Rousseff, Carlos Eduardo Gabas, comentou nesta sexta-feira 10, em um vídeo publicado na página do senador Humberto Costa (PT-PE) no Facebook, a reforma da Previdência do governo Michel Temer.

"O nosso sistema de aposentadoria é muito amplo. Nós temos que lembrar que o Brasil é um país extremamente desigual regionalmente, economicamente e socialmente", observa o ex-ministro.

Segundo ele, é "um absurdo" as novas regras igualarem o trabalhador rural com o da cidade. "Hoje o trabalhador rural precisa comprovar que teve produção na terra pelo menos durante 15 anos - o homem, aos 60 anos de idade e a mulher, aos 55 anos de idade, porque as condições no campo são muito diferentes da cidade", explica Gabas.

"A reforma muda isso, iguala o trabalhador do campo ao trabalhador urbano, exigindo que ele contribua pelo menos 25 anos todo mês, tenha 65 anos de idade, o homem e a mulher. Isso é um absurdo para o campo", acrescenta.

Gabas acrescenta ainda que o fator 85/95, em voga atualmente, tem o objetivo de proteger o trabalhador que começou mais cedo, tem menos qualificação profissional e menores salários. Esse cálculo passaria hoje para 114 anos, diz ele - com a soma do tempo de contribuição e a idade, considerando os 49 anos necessários para se aposentar integralmente. "Temos que rediscutir isso", ressalta.

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