Gaspari critica legado de Luciano Coutinho

Depois da política de informática, que deixou o Brasil parado no tempo em matéria de tecnologia, ele agora deixa a já encerrada política de "campeões nacionais"

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247 - O colunista Elio Gaspari, que escreve na Folha e no Globo, bateu duro no presidente do BNDES, Luciano Coutinho, num trecho de sua coluna. Leia abaixo: 

COUTINHO 2.0

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, anunciou o fim do modelo de financiamento para "campeões nacionais". Esse foi o apelido dado a setores e empresas protegidas pelo comissariado e borrifadas com grandes empréstimos a juros camaradas.

Essa passa ser a segunda entrada de Coutinho na história da indústria brasileira. A primeira, no fim do século passado, deu-se quando o governo de José Sarney perfilhou a política de informática dos generais, fecundada no SNI. Nessa época o doutor era secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Recordar é viver: enquanto durou essa ruinosa política de proteção a donatários nacionais, era mais fácil entrar no Brasil com um quilo de cocaína do que com um computador.

Poucos delírios da ditadura fizeram tamanho mal ao país.

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