Golpe produz década perdida na economia

O baixo ritmo de crescimento da economia deverá marcar, ao final do próximo ano, a menor taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da década, que deve ser a mais baixa dos últimos 120 anos; de acordo com um estudo feito pelo Ibre/FGV, o crescimento médio do Brasil, entre 2011 e 2020, deve ser de apenas 0,9%, abaixo do que se convencionou a ser chamada de "década perdida", nos anos 1980; golpe parlamentar que afirmava que iria recuperar  o crescimento, aprofundou a recessão e deixou o país à deriva no que diz respeito à economia

Golpe produz década perdida na economia
Golpe produz década perdida na economia

247 - O baixo ritmo de crescimento da economia deverá marcar, ao final do próximo ano, a menor taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da década, que deve ser a mais baixa dos últimos 120 anos. De acordo com um estudo feito pela Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o crescimento médio do Brasil, entre 2011 e 2020, deve ser de apenas 0,9%, abaixo do que se convencionou a ser chamada de "década perdida", nos anos 1980. Naquele período, apesar de uma forte crise econômica internacional, inflação elevada e do descontrole fiscal, a economia brasileira cresceu 1,6% ao ano.

Segundo analistas ouvidos pelo portal G1, o momento econômico atual é resultante dos sucessivos déficits nas contas públicas – que neste ano deve chegar a R$ 139 bilhões -, que ampliou o endividamento, e afetou o crescimento. "Houve uma grande desarrumação da economia nesta década. Os erros de política econômica levaram a uma queda muito forte do PIB em alguns anos e agora produzem uma lenta recuperação", disse o pesquisador do Ibre/FGV Marcel Balassiano, responsável pela pesquisa.
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Como exemplo, ele ressalta que em 2015 e 2016 a queda na atividade econômica foi de 3,5% e 3,3%, respectivamente. Até então, o país não registrava dois anos seguidos de recessão desde a década de 1930. Nos últimos dois anos, o PIB cresceu apenas 1,1%. Para este ano, as perspectivas também não são as melhores, com os analistas do mercado financeiro reduzindo de 3% para 2% as projeções de crescimento econômico. Até mesmo o governo reduziu suas estimativas, de 2,5% para 2,2%.

 

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